Amazonino assume a cria


mazoca-e-melo-capaEstá todo mundo falando na mudança de comportamento do governador José Melo. De repente, não mais que de repente, aquele Melo da campanha de 2014, todo “trabalhado” no marketing eleitoral de “bom e humilde filho de seringueiro”, “menino pobre que vendia fruta em tabuleiro pelas ruas” e “caboclo calmo e de poucas palavras lá das barrancas de Eirunepé” – até o Google diz que não nasceu em Eirunepé, não! – se transformou num caboclo falador, que diz que faz e acontece e que manda e desmanda, seja no Governo, na Assembleia Legislativa e até na Justiça, já que ele afirma ter “ouvido de ministros que seu seus processos vão parar no lixo” – e depois seus adversários é que fazem lobby, né mesmo?

E o Radar captou que o responsável por essa mudança, o mais novo conselheiro do professor Melo, é ninguém menos que o ex-governador e ex-prefeito Amazonino Mendes. Segundo fontes do Radar, o Negão desistiu da aposentadoria, estava achando chato as incontáveis pescarias, e decidiu assumir sua cria, seu eterno secretário de tantas pastas e deputado de suas bases aliadas, transformando o “pobre e humilde filho de seringueiro” no, agora, segundo o próprio governador se denominou, “poraquê velho” – será que foi o Negão que “pescou” esse poraquê, gente?

E não há quem negue que esse é um bom pseudônimo para o governador professor Melo, afinal, levando-se em conta o que dizem que faz o poraquê no ser humano – nem precisa explicar, né mesmo meu povo? –  a gente já vem tomando ataque desse poraquê há anos.

E por falar em ataque

As notícias sobre a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) não são nada boas para os candidatos do chamado “grupo independente”. Além do governador professor Melo, dar entrevistas a veículos de comunicação fazendo pose de “quem manda sou eu” e anunciar que vai entrar de cabeça – tronco e membros – na eleição da Casa Legislativa, fontes do Radar informam que há jogada sórdida acontecendo nesse jogo político.

Estaria em curso uma negociação de compra de votos para garantir à presidência da Casa para o candidato do Governo. O dinheiro para a compra de votos viria de uma empresa fornecedora do Governo na área de saúde, mais precisamente do setor de medicamentos. Mais um “remédio” amargo para os cidadãos do Amazonas com a saúde combalida por desvio de recursos e mais um “antídoto” vergonhoso contra uma possível derrota governista. (Any Margareth)