Após denúncia do Radar HUGV orienta paciente a procurar o SUS


Após a publicação da matéria no Radar Amazônico, sobre a paciente que foi realizar uma biopsia no colo do útero, no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, e que não fez o procedimento, devido à falta de equipamentos, a assessoria de imprensa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), respondeu os questionamentos sobre o caso.

Porém, descartou a possibilidade de a paciente realizar os exames no HUGV, ao orienta-la a procurar uma outra unidade de saúde, para fazer o procedimento. Conforme a resposta da Ufam, a responsabilidade de atender a demanda do Sistema Único de Saúde cabe ao gestor do SUS, no caso, o governo do Estado por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

“O HUGV faz parte da rede de atenção à saúde, sendo tão somente um dos pontos dentro das linhas de cuidado. Na impossibilidade desse hospital prover qualquer atendimento, cabe à Secretaria Estadual de Saúde absorver a demanda e cumprir seu dever constitucional referente aos direitos do cidadão ao atendimento à saúde, inclusive, a lista das cirurgias eletivas de ginecologia foi repassada pela regulação do hospital ao gestor do SUS para serem absorvidas pela rede estadual”, informa a Ufam.

O exame que a paciente precisa realizar também é oferecido pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), localizado no bairro Dom Pedro, Zona Oeste de Manaus. Mas, de acordo com Célia Lemos, por questões de humanidade ela se recusa a procurar a FCecon, para realizar o exame.

“Realmente a FCecon oferece este exame, mas eu entendo que as pessoas que procuram a FCecon se encontram em uma situação mais fragilizada que a minha, e eu não acho justo ocupar a vaga de uma pessoa que está em tratamento de câncer, por uma questão de humanidade”, salienta.

A informação de que os utensílios médicos são esterilizados no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) foi confirmada pela assessoria da Ufam, além de salientar que não existe nada que impeça tal serviço e que a empresa – de nome não informado – também atende outras instituições de saúde do Amazonas. Conforme a Ufam, há um controle dos materiais que seguem para a esterilização, que são devidamente catalogados durante a entrega e o recebimento.

Em relação ao desaparecimento dos utensílios médicos, a assessoria da Ufam informou que não houve desaparecimento de nenhum instrumental em decorrência da esterilização ser efetuada fora das dependências do HUGV. A falta das pinças foi acusada com checagem de equipamentos realizada já no novo hospital. A nova unidade do hospital universitário foi inaugurada no dia 25 de novembro de 2016.

Sobre o processo de licitação para a aquisição de novos utensílios médicos, a assessoria da Ufam informou que ela se encontra em fase interna, para adquirir estes insumos.

O sumiço das pinças também está sendo apurado, uma vez que foram solicitadas providências pelo responsável pelo serviço de ginecologia às instâncias superiores, que encaminharam consultaram o setor jurídico quanto a conduta a ser tomada pela administração, a qual se manifestou pela apuração dos fatos.

Foto: Erik Oliveira