Artur Neto quer modificar calendário eleitoral para antecipar posse do governador eleito


O prefeito Arthur Neto esteve no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta terça-feira (08), na tentativa de modificar o calendário da eleição suplementar, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prefeito intercedeu junto ao desembargador Yedo Simões para que adiante a diplomação do novo governador eleito no segundo turno da eleição.

Yedo Simões ainda não se pronunciou publicamente sobre o pedido, porém, a decisão de alterar o calendário não passa por ele, já que o TRE-AM apenas cumpre datas pré-determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Arthur defende que a diplomação seja dez dias depois do dia 27 de agosto, mas o calendário data a posse do governador eleito no dia 11 de outubro. A justificativa para a antecipação de data, segundo Arthur, seria sua preocupação com a crise no Amazonas. Ele disse ainda que classifica a atuação do governador interino, Davi Almeida (PSD), como um “desastre” na chefia do Estado.

O prefeito definiu ainda como ‘tempestade no deserto’ a administração de David Almeida. “Pelo amor de Deus (risos). É um desastre. Ele faria melhor se pagasse o décimo terceiro e não sair pagando desapropriações (de terras). Ele poderia ter saído engrandecido desse processo. Desde quando ele colocou a foto com uma faixa, eu vi o quanto pode subir para cabeça a soberba de uma pessoa”, pontuou.

No último dia 5 de agosto, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu que o eleito só seria diplomado após o julgamento dos embargos de declaração, que são os recursos do processo que cassou o ex-governador José Melo (PROS), o que poderia durar, no mínimo, duas semanas.

Arthur afirmou que o Estado perde por não ter um governador eleito pelo povo e sim um governador interino, por isso está solicitando uma diplomação imediata. No entanto, ao ser questionado por jornalistas sobre a decisão de Ricardo Lewandowski, o prefeito disse que Ricardo, Carmem Lúcia e Gilmar Mendes teriam que ser mais ágeis no julgamento dos recursos para que o novo governador assuma o quanto antes, pois, na visão dele, esse é o melhor caminho.

“Não podemos ficar mais um mês e dez dias de interinidade no governo. É hora de normalizar o Estado e acabar com essa agonia. Existem R$ 2 bilhões empenhados e R$ 1 bilhão já liquidado, nesse período de interinidade. Pra mim chega. Está na hora de tomar uma atitude”, afirmou.

O prefeito destacou que vai buscar uma ação conjunta com o governador que assumir, afirmando que espera uma cooperação e o trabalho em conjunto. “O Amazonas está quebrado, e não quero prefeito para um lado e governador para o outro”, disse Arthur ao ressaltar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), devem, de acordo com ele, agilizar o julgamento dos embargos de declaração da cassação de José Melo (PROS).