Bispo de Coari diz “cruz credo” para as “ofertas” feitas pelo prefeito em exercício de Coari, como sempre com dinheiro público


No domingo passado (16) ocorreu a elevação da Prelazia de Coari à categoria de Diocese por determinação do papa Francisco. A celebração foi grandiosa com a presença de diversas autoridades eclesiásticas, inclusive nacionais, e uma multidão incalculável de fiéis. Bem que o prefeito em exercício de Coari, Igson Monteiro, irmão redentorista afastado da igreja sob acusação de indisciplina e falsidade ideológica, – foi candidato a vice de Adail sem pedir autorização da igreja e se apresentou como padre durante a campanha de 2012 –  tentou se imiscuir no evento se oferecendo para pagar, logicamente com dinheiro da Prefeitura, trio elétrico e atração nacional que seria um dos padres-cantores como Fábio de Melo. Levou como resposta do bispo de Coari, dom Marcos Marian Piatek um cruz credo, acompanhado de um Deus me livre e de um vade retro – algo em latim parecido com sai fora, te manda ou pega o beco.

Bandidos-meninos

E foram mortos, segundo informações da polícia numa troca de tiros, os irmãos coarienses Tom e Rafael que, conforme relatos de moradores do município impunham o terror aos cidadãos da cidade com assaltos extremamente violentos, onde muitas vezes não se interessavam somente em roubar suas vítimas, mas assassinavam as pessoas friamente, mesmo sem que elas tivessem resistido ao assalto. Espantoso foi ver a cara de meninos que tinham os dois irmãos, assim como suas idades de garotos que nem saíram ainda da adolescência, 16 e 18 anos. E não há quem em sã consciência não questione os motivos para que os “bandidos” da nossa terra tenham “caras” cada vez  mais jovens e não veja pelo menos uma parcela de culpa nas administrações como as de Coari onde uma cidade tão rica contrasta com a miséria de suas famílias e a falta de perspectiva de seus jovens.

E pro povo?

Está no site do Governo do Estado mais um recorde de arrecadação do Estado, desta vez  no mês de fevereiro. E o imposto que mais contribui para os seguidos recordes de arrecadação do Governo é o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que o Zé Povinho da nossa terra – a gente também está incluído – dá sua parcela de contribuição em suor e fome já que há quase dois anos o Governo determinou, e a Assembleia Legislativa do Estado aprovou, um aumento de 1% para 17% na alíquota de ICMS sobre a cesta básica, a quarta mais cara de todo o País. E enquanto o Governo tem excesso, tá faltando pro povão. Dá pra refazer essa conta a nosso favor?