Câmara mantém veto do prefeito que desobriga Manaus Ambiental a fornecer água com mais de 24 horas sem abastecimento


Camara-municipal-de-manausNão tem uma linha sobre o assunto no site da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e sequer a assessoria dos vereadores de oposição, únicos a irem contra o veto do prefeito ao projeto, tornaram o assunto de conhecimento público. Mas, como nada escapa dos “repórteres Radar” espalhados pela cidade, alguém captou e nos enviou sobre o que aconteceu na sessão plenária da CMM desta segunda-feira (07). O projeto é de autoria do vereador Waldemir José (PT) e obrigava a Manaus Ambiental a fornecer água gratuitamente, através de carros pipa, em bairros da cidade onde o fornecimento estava interrompido há mais de 24 horas. O projeto foi aprovado em plenário pelos vereadores da Casa e foi enviado à sanção do prefeito Artur Neto. Mas, ontem, ele voltou da Prefeitura de Manaus para a Câmara com veto total do prefeito, desobrigando a Manaus Ambiental a buscar uma alternativa para as famílias que passam dias sem água nos bairros de Manaus.

As justificativas dos doutores do Direito da Prefeitura de Manaus foram as mais “esquisitas” segundo palavras do autor do projeto, vereador Waldemir José, após ouvir as razões do veto, entre elas a de que os cidadãos de Manaus não precisavam de tal medida por parte da concessionária Manaus Ambiental  e de que este tema estava fora da competência municipal, e sim na esfera federal. “Mas, a concessão para a empresa atuar em Manaus não é dada pela prefeitura? Então, como a prefeitura não pode fazer a empresa minimizar o sofrimento das famílias que passam mais de 24 horas sem água?, questionou o vereador Waldemir José tentando fazer seus companheiros de Parlamento derrubarem o veto do prefeito. Mas, não surtiu o menor efeito, já que os vereadores que aprovaram o projeto, mudaram de opinião e votaram contra seus próprios votos, mantendo a decisão do prefeito, com exceção do autor do projeto e dos também petistas, prof. Bibiano e Rosi matos. (Any Margareth)