Castro reitera pedido de afastamento de Nicolau e recebe solidariedade de colegas por denúncia caluniosa


luiz castro 40O pedido de afastamento do deputado Ricardo Nicolau do cargo de corregedor da Assembleia Legislativa, foi reiterado hoje (25), pelos deputados Luiz Castro, Marcelo Ramos e José Ricardo. O requerimento foi apresentado à presidência e à Comissão de Ética da Casa no ano passado e até hoje não foi respondido.

Da tribuna, o deputado Luiz Castro afirmou que a Corregedoria está sendo usada por Nicolau para promover ameaças, intimidações e calúnias, que configuram crimes tipificados no Código Penal Brasileiro e que ferem o decoro parlamentar da Aleam.

O deputado ingressou também com representação no Ministério Público Estadual (MPE) pedindo a apuração da conduta do corregedor. Castro lembrou que no ano passado, Nicolau se dirigiu  aos deputados afirmando que “tinha um armário abarrotado de coisas”, na tentativa de intimidar e calar os colegas que questionavam o superfaturamento na obra do edifício-garagem da Aleam.

“A mim foi imputado um crime que jamais cometi, numa tentativa infame de me chantagear”, rechaçou Castro, destacando que a acusação foi “baseada” em denúncia anônima e num processo secreto, aos moldes de um tribunal de inquisição ou de um regime ditatorial.

A conduta do corregedor, segundo Luiz Castro, atinge a todo o Parlamento, enquanto instituição independente que não pode ser manchada por uma prática retrógrada, de abuso do poder.

Em aparte, o deputado Marcelo Ramos reafirmou sua solidariedade à Luiz Castro e considerou perigosa a prática de abrir processo sigiloso contra um deputado. “Isso é uma aberração que precisa ser repudiada por todos os parlamentares”, acusou Ramos. Na mesma direção, o deputado José Ricardo se manifestou, repudiando a permanência do atual corregedor, face à sua alta suspeição e práticas incorretas.

Por sua vez, o deputado Marco Antônio Chico Preto disse que a acusação do corregedor contra Luiz Castro foi muito grave, injusta e sem fundamento. O episódio, segundo ele, precisa ser superado com seriedade e firmeza.

Já o deputado Adjuto Afonso considerou a acusação um ato impensado, que teve como objetivo denegrir a imagem do deputado. Para Adjuto, a opinião pública está rejeitando esse comportamento por parte do corregedor e ficando solidária com Luiz Castro, por compreender que a acusação foi profundamente injusta.