Chico Preto entrega aos outros pré-candidatos ao Governo relatório final do seminário de prevenção às drogas


chico preto-combate-as-drogasNesta quarta-feira (09) foi a vez de entregar ao governador José Melo o relatório com as conclusões do 1° Seminário de Prevenção e Combate às Drogas, sob o tema “Prevenção às drogas sob um olhar multidisciplinar”, que ocorreu durante três dias na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), mas o deputado Chico Preto, idealizador do seminário, afirma que todos os seus adversários na eleição de outubro, os pré-candidatos ao Governo, sem exceção, receberão o documento.

“A sociedade se fez presente, veio debater, e nós construímos juntos esse relatório. Então, esse é um debate da sociedade e não do Chico Preto. Seria muito mesquinho da minha parte não dividir isso com os outros pré-candidatos porque eu não sei quem será o próximo governador. Só sei que quero estar na disputa, e na disputa seremos adversários, mais quem quer que seja o eleito, será o governador do meu Estado e eu não posso me apequenar em não dividir isso, porque a partir do momento que um candidato ou candidata se torne governador do Amazonas, que pode ser eu inclusive, o que eu quero ver é isso efetivamente sendo implementado. A sociedade tem esse anseio de ver uma grande articulação, um grande pacto de prevenção ao uso e abuso de drogas lícitas ou ilícitas”, explica Chico Preto.

Esmiuçando o conteúdo do relatório, o parlamentar lembrou que o combate às drogas a polícia faz, numa ponta, e a comunidade terapêutica faz o tratamento de quem está num estágio avançado de dependência química, na outra ponta. “Mas você tem um contingente muito grande de jovens que ainda não conhece a droga. E aí são duas perguntas que nos guiam nessa discussão. Primeiro, é possível hoje afirmarmos que o jovem no Amazonas, em nenhum momento de sua vida, vai entrar em contato com a droga? Eu digo que é impossível você dizer que o jovem não vai ver a droga diante dele. Porém, é possível nós construirmos caminhos e darmos aos jovens alternativas pra que ele decida por um caminho saudável, do presente ao futuro? Eu penso que sim. Mas, como é que esse caminho é construído?”, disse Chico Preto lembrando questionamentos que foram levantados durante o seminário.

Ele disse que ficou claro durante os debates que a promoção à saúde é algo que tem sido muito eficiente nessa questão. “O número cada vez maior de corridas de rua que começaram a ser promovidas em Manaus vem proporcionando uma mudança de hábito em muita gente. Muitos deixaram de fumar, muita gente deixou de beber, são relatos que tivemos. A promoção à saúde é algo que a gente tem que acreditar, seja o Governo, seja a sociedade, quantos mais espaços de promoção a eventos de saúde, de lazer, de entretenimento, mais a gente tira a atenção do uso de substâncias lícitas ou não. Porque algo é droga, cigarro é droga”, argumentou.

Mas, Chico afirmou que essa promoção à saúde também passa por uma decisão que cabe ao Governo que é a de mudar o paradigma das escolas sobre a sua participação na comunidade e na vida das famílias. “As famílias, hoje, enxergam as escolas como o lugar aonde o menino vai pra aprender português, matemática, geografia e história. Mas, a escolas podem ir além, e devem ir além atualmente nesse desafio. Muitas escolas têm ambiente de quadra, de piscina, e principalmente à noite esses ambientes são subutilizados, ou pior, não são utilizados. O paradigma é transformar a escola, no período da noite, onde os relatos dão conta que é nesse momento que o jovem está mais fragilizado, está mais suscetível a tomar esse caminho que, pra muitos é irreversível, do uso de drogas, pra que ele tenha um outro caminho, o caminho da escola, da prática de desporto, na piscina com natação, nas quadras com outros tipo de esporte, como futebol por exemplo. Tudo devidamente orientado. Aí você faz uma espécie de convênio com as federações que coloquem profissionais para ministrarem os mais diversos tipos de práticas desportivas, diariamente. Não é aquela coisa que o jovem vai uma vez por ano, faz uma aula e pronto. Não! Isso é diariamente em todas as escolas que tenham essas condições”, explicou.

Paralelo a isso, segundo definição que Chico Preto diz estar no relatório, o jovem que iria para as escolas para a prática desportiva, não fortaleceria só o corpo. “Vão receber também na mente a abordagem de pessoas que estarão preparadas, para dialogar e fazer na cabeça desses jovens os “inputs”, porque tal qual um computador quando você coloca arquivos lá dentro, e você quer recuperar o arquivo, você aperta numa tecla e vem aquilo que você arquivou. Se você coloca desde cedo na cabeça dos jovens valores, informações do que vão significar suas vidas sem drogas, ou com o uso delas, quando  o jovem estiver diante desse desafio vai vir a tona na cabeça deles todos aqueles valores e informações que foram repassados. Isso nada mais é do que programação neurolinguística. Hoje, o jovem não recebe nenhum tipo de programação, nenhum tipo de abordagem. O que se faz é muito pouco ainda”, avalia Chico Preto, acrescentando:  “Esse é o grande pacto.Fazer em todas as escolas uma referência pra comunidade de prática desportiva e ali a grande junção da sociedade, a chamada coalizão, com psicólogos, assistentes sociais, igrejas das comunidades, trabalhando uma linguagem unificada”. (Any Margareth)