Coari: corte nos salários dos servidores da Saúde e contratos de R$ 4,8 milhões para construção de UBSs até em bairro que não existe


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Em Coari, as cirurgias foram adiadas porque os anestesistas dizem que só vão atender as emergências, enquanto a Prefeitura não devolver o que foi cortado de seus salários de março. As informações são de reduções acima de R$ 1 mil. Esse mesmo valor teria sido reduzido dos salários dos enfermeiros. Já os médicos reclamam que só metade de seus salários foi depositada em suas contas, com um corte de cerca de R$ 4 mil.

Enquanto os servidores da área de Saúde protestam por causa de reduções nos salários, o Diário Oficial dos Municípios de março traz contratos que atingem o valor de R$ 4, 8 milhões para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com duas empresas, a R.N. Serviços de Pintura em Edificações Ltda – ME e a Marte Tecnologia Comércio de Informática e Serviços de Construções Ltda. A primeira, R.N Serviços de Pintura em Edificações, fechou contratos com a prefeitura de Coari para construir Unidades Básicas, no período de 180 dias (6 meses), no Loteamento Cidadão I, no valor de R$ 407 mil, no bairro do Pêra, também no valor de R$ 407 mil, no Loteamento Cidadão II, mais R$ 407 mil, na Comunidade do Laranjal, no Lago do Mamiá, custando mais R$ 407 mil.

Já a empresa Marte Tecnologia Comércio de Informática Serviços de Pintura em Edificações fechou contratos com a Prefeitura para construir a UBSs no bairro Ciganópolis, no valor de R$ 406 mil, no bairro Grande Vitória, também no valor de R$ 406 mil, na Comunidade do Ipixuna, que já fica quase em outro município, na divisa com Tefé, custando R$ 407 mil, na Comunidade Lauro Sodré, no baixo Solimões, que também faz limite com outro município, Codajás , valor de R$ 406 mil, – assim fica bem mais difícil fiscalizar se a obra foi feita – na Comunidade Vila Fernandes, no rio Copeá, também R$ 406 mil, no bairro Nazaré Pinheiro, mais R$ 406 mil, no bairro da Liberdade, R$ 406 mil e, por último no bairro São Sebastião, no valor de R$ 407 mil.

Acontece que nosso repórter-Radar foi até o local onde o prefeito Adail Pinheiro, no ano passado, em entrevista de rádio, disse que iria fazer o bairro São Sebastião, mas até hoje só foi feita a terraplanagem do terreno. O local é um descampado de barro e mata, onde não se vê moradores (foto). Mas, já está feito contrato para a construção da UBS no bairro São Sebastião entre a Prefeitura de Coari e a Marte Tecnologia – com esse nome até parece coisa de outro mundo um contrato desse, não e mesmo?

Informações atualizadas

Após a matéria ter sido postada no Radar, já recebemos vários telefonemas de cidadãos de Coari afirmando que além do bairro São Sebastião, os ditos loteamentos Cidadão I e Cidadão II que são citados em contratos com a empresa R.N. Serviços de Pinturas em Edificações Ltda – ME com a Prefeitura de Coari para a construção de duas UBs, cada uma no valor de R$ 407 mil, também não existem. “Esse caso é ainda pior porque o bairro São Sebastião pelo menos existe a área destinada a ele, onde foi feita a terraplanagem após o prefeito ter anunciado na rádio que faria o bairro. Mas, no caso desses loteamentos Cidadão I e Cidadão II a gente não sabe nem onde seria feito”, comentam moradores de Coari. (Any Margareth) 

  • Eledilson Colares

    Em respeito ao povo de Coari e ao que rege a boa escola de comunicação, sugiro que seja publicado algumas informações.
    Em primeiro lugar, todas as cirurgias eletivas, urgentes e emergenciais estão dentro da programação estabelecida pela direção do Hospital Regional de Coari. Inclusive, neste momento (terça-feira, 11h20) especialista em ortopedia está em procedimento cirúrgico no HRC.
    Aposto que a nobre jornalista já deve reunir informações ou já ouviu falar sobre Contribuição Sindical. Pois o valor referente descontado em folha de pagamento no mês de março faz jus ao que determina a lei.
    Com relação aos anestesistas, dois deles tiveram descontos por conta de despesas de hotel, que os mesmos utilizaram e que já sabiam antecipadamente do desconto. Caso superado e os mesmo continuam trabalhando normalmente.
    Quanto ao processo licitatório para construção de Unidades Básicas de Saúde, trata-se de parte do planejamento de novas áreas habitacionais, que obedece o Plano Diretor da Cidade e, como não poderia ser diferente, está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja, como tudo necessita de tempo para atender os procedimentos e trâmites legais, as formalidades caminham paralelamente ao cronograma das obras físicas. Como a administração pública vai amenizar os problemas das enchentes, se não antecipar-se e licitar a aquisição de material para a construção de pontes, passarelas e outras medidas
    que garantam segurança e acessibilidade para estudantes, trabalhadores e o povo em geral?
    Pois bem, prezada jornalista Any Margareth, quero garantir que continuarei lendo, diariamente, este veículo de comunicação e, como todo cidadão, também exercer meu direito de expor a verdade.
    Mesmo com o sequestro judicial (em torno de R$ 700 mil para pagar desmandos da administração passada)) das contas da PMC no mês de março, os compromissos do executivo municipal estão sendo regiamente tratados. Casos isolados sobre descontos e reposição salarial serão dizimados ainda neste mês de abril.
    Coloco-me ao seu dispor e de seus informantes, 24 horas por dia.

    Atenciosamente,
    Eledilson Colares
    secretário adjunto de Comunicação/PMC
    97 8115-3915 e 9186-8217