Com revoltosos “dominados” e oposição desunida, governistas ganham de “cabo a rabo” os cargos da Mesa Diretora da Aleam


Os deputados apoiados pelo governador professor José Melo (PROS) e pelo senador Omar Aziz (PSD) vão ocupar, como se diz popularmente, “de cabo a rabo” todos os cargos da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) – presidente (Davi Almeida), 1º vice-presidente (Abdala Fraxe), 2º vice-presidente (Belarmino Lins), 3º vice-presidente (Josué Neto), secretário-geral (Sabá Reis), 1ºsecretário (Platiny Soares), 2º secretário (Ricardo Nicolau) e Ouvidor-Corregedor (Carlos Alberto).

Os governistas venceram facilmente diante uma oposição que não conseguiu se unir em torno de apenas uma candidatura para presidente da Casa. Por outro lado, os governistas também contaram com ânimos, de algum jeito – preciso dizer qual, meu povo? – apascentados de deputados que se diziam insatisfeitos com o Governo de Melo. Como diz o funk, “tudo dominado” com os revoltosos. De repente, não mais que de repente, o deputado Cabo Maciel que andava falando “cobras e lagartos” sobre o tratamento dado pelo Governo de Melo aos policiais militares, hoje, entrou mudo e saiu calado. Numa manifestação silenciosa votou em tudo que foi candidato do professor governador.

Já o deputado Platiny que disse em entrevista à imprensa que no Governo de Melo “é corrupção pra todo lado”, não só votou nos candidatos do governo que chamou de corrupto, como aceitou um cargo na chapa governista à Mesa Diretora da Assembleia, e ganhou. Platiny agora é o 1º secretário da Casa.

E o candidato que, até ontem, parecia ter conseguido aglutinar mais colegas parlamentares em torno de sua candidatura, o deputado Sidney Leite, que também é do PROS do governador Melo, sequer lançou seu nome para a disputa à presidência da Casa, não votou no candidato de Melo (Davi Almeida), mas também não votou em nenhum dos adversários do governista – os deputados José Ricardo Wendling (PT) e Bosco Saraiva (PSDB). Sidney votou em branco.

Já Bosco Saraiva, do partido do prefeito Artur Neto, o PSDB, ‘fincou pé” e insistiu na candidatura à presidência da Casa dizendo estar cumprindo com seu “dever democrático”. Teve o seu próprio voto e o de Alessandra Campelo (PMDB). Seu companheiro de PSDB, o ex-cunhado do prefeito Artur Neto, deputado Bi Garcia, votou no candidato de Melo, Davi Almeida, com a devida “autorização” de Bosco. “Ele disse que votaria em mim acontecesse o que acontecesse. Digo-lhe não vote em mim”, declarou Bosco direcionando sua fala a Bi Garcia.

Bosco explicou sua decisão de abrir mão do voto de Bi Garcia dando a entender que, se Bi votasse nele, estaria contrariando os interesses de Melo, o que poderia trazer prejuízos para sua relação com o Governo já que ele (Bi Garcia) foi eleito prefeito de Parintins.

E o deputado petista, José Ricardo Wendling, como acontece em toda eleição, decidiu mais uma vez ser “candidato solo”. Teve apenas o seu voto e o de Luiz Castro (Rede). Assim como aconteceu com Bosco Saraiva, José Ricardo também não pôde contar com o voto do colega de partido, Sinésio Campos, que preferiu votar com o Governo, em Davi Almeida – a diferença com Bi Garcia, é que ele (Sinésio) não foi eleito prefeito de município nenhum, tá gente!

Davi Almeida foi eleito com 17 votos, dos 23 parlamentares que participaram da eleição. Além dos dois votos em Bosco e dois em José Ricardo, dois parlamentares votaram em branco.