Com um veterano e uma debutante na disputa, Wilker é reeleito presidente da Câmara com 38 votos de 41 vereadores


Maioria quase absoluta dos vereadores – 38 votos de um total de 41 parlamentares – decidiu reeleger Wilker Barreto (PHS) presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para o biênio – 2017/2018. A eleição para a Mesa Diretora da Casa, teve ainda mais dois candidatos ao cargo de presidente, o veterano no Parlamento, ex-deputado e ex-presidente da Câmara, vereador Chico Preto (PMN) e a “debutante” em se tratando de Casas Legislativas, vereadora Joana D’Arc Protetora (dos animais).

A eleição ocorreu neste domingo (1), no plenário Adriano Jorge, após a posse dos vereadores, do vice-prefeito eleito Marcos Rotta (PMDB, e do prefeito reeleito Artur Neto, realizada no Teatro Amazonas. Quem presidiu os trabalhos durante a eleição foi o vereador Gedeão Amorim (PMDB), parlamentar com mais idade na Casa, porque Wilker Barreto ficou impedido de continuar presidindo a sessão já que era candidato. Gedeão foi secretariado pela vereadora reeleita Terezinha Ruiz (DEM).

O veterano Chico Preto e a debutante Joana D´Arc já chegaram marcando espaço e causando reboliço. Chico Preto, bem ao estilo oposição que adotou contra o Governo de Melo em seu mandato na Assembleia, chegou na Câmara criticando um “sistema eleitoral” pelo qual ele também foi eleito presidente daquela Casa Legislativa, em 2005. Chico Preto cobrou a proporcionalidade partidária na composição da Mesa Diretora –  na eleição em que foi presidente nem se falou nisso –  o mesmo que defender que os partidos com mais parlamentares eleitos nas últimas eleições tivessem obrigatoriamente cargos na Mesa Diretora.

Chico Preto lembrou que a Lei maior da Casa Legislativa, o Regimento Interno, fala que “a proporcionalidade será assegurada” na eleição da Mesa Diretora. Já a Procuradoria da câmara se manifestou, através do presidente dos trabalhos, Gedeão Amorim, que essa proporcionalidade não é obrigatória, já que depende da vontade dos próprios parlamentares da Casa de se candidatarem a cargos na Mesa.

E a vontade manifestada por parlamentares de bancadas partidárias maiores, como a do PMDB, por exemplo, era de não ter candidato, já que o partido de Braga e o PSDB de Artur marcharam juntos nas eleições municipais, e continuaram juntos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara. “O PMDB não tem candidato porque não quer”, manifestou-se o vereador e presidente do partido, Marcel Alexandre, declaração confirmada com um balançar de cabeça afirmativo do outro parlamentar da sigla na Casa, o próprio presidente do processo eleitoral interno, Gedeão Amorim. Ambos votaram em Wilker Barreto (PHS).

Marcel Alexandre fez entender que a proporcionalidade partidária que o PMDB vai tratar como obrigatória, assim como preceitua o Regimento Interno, é na hora da composição das comissões técnicas da Câmara, estas sim formadas de acordo com as maiores bancadas da Casa.

Outra intervenção no mesmo tom foi feita pelo vereador Joelson Silva (PSC) que pareceu não gostar muito da defesa feita por Chico Preto da proporcionalidade partidária, onde tem cargo na Mesa quem tem mais vereadores eleitos. Ele lembrou que a eleição para a Mesa Diretora é feita cargo a cargo onde ganha quem tem mais voto e não uma bancada maior. “Quero crer que a pluralidade dos partidos da Casa tem que ser respeitada e que a proporcionalidade não é absoluta. Meu partido só tem um vereador, mas eu teria direito de ser candidato tanto quanto os outros colegas parlamentares. Isso é democracia que se ganha no voto”, argumentou Joelson.

Mulher na Mesa

Na disputa pela presidência da Casa também fez parte a vereadora que se elegeu tendo como principal atuação a causa de defesa dos direitos dos animais, Joana D´Arc Protetora. Dessa vez, Joana defendeu a presença de mulheres na composição da Mesa Diretora, com um percentual de 30% como preceitua o Regimento Interno da Câmara. Mas, no próprio Regimento Interno, também está escrita a expressão “se possível”. Nesse caso não foi possível.

Joana D´Arc ouviu da Mesa Diretora dos trabalhos praticamente os mesmos argumentos usados na resposta dada ao vereador Chico Preto. A proporcionalidade não é absoluta já que os vereadores da Casa são livres para votarem e serem votados pelos colegas de plenário. E a eleição da Mesa é feita cargo a cargo, com a votação nos nomes que estão na disputa eleitoral.

Nesse caso, apenas Joana D´Arc manifestou o interesse por cargo na Mesa Diretora. As outras três vereadoras do parlamento municipal, prof. Jacqueline. Prof. Terezinha Ruiz, e Gloria Carrate, votaram em Wilker Barreto para presidente.

Mostrando um descompasso na atuação do partido (PR) liderado no Estado pelo deputado federal Alfredo Nascimento, nem os próprios colegas de sigla votaram em Joana D´Arc. O vereador sargento Bentes Papinha – não me perguntem o porquê do “papinha” porque essa foi difícil saber, tá gente? – votou em Wilker Barreto e o outro parlamentar do partido, vereador Fred Mota, não só votou em Wilker como faz parte da Mesa Diretora presidida, ocupando o cargo de 3º vice-presidente.

No final da votação, Joana D´Arc teve apenas seu próprio voto. Chico Preto teve dois votos, o seu próprio e o de seu companheiro de partido,William Abreu, e Wilker Barreto teve 38 votos. (Any Margareth)    

A Composição da Mesa Diretora da Câmara para os próximos dois anos ficou assim:

Presidente – Wilker Barreto (PMN)

Primeiro vice-presidente – Felipe Souza (PTN)

Segundo vice-presidente – Reizo Castelo Branco (PTB)

Terceiro vice-presidente – Fred Mota (PR)

Secretária Geral – Glória Carrate (PRP)

Primeiro secretário – Missionário André (PTC)

Segundo secretário – Isaac Tayah (PSDC)

Terceiro secretário – Carlos Porta (PSB)

Ouvidor – Ewerton Assis (DEM)

Corregedor – Diego Afonso (PDT)