Comissão de Transportes da Aleam e Sinetram discutem ações para combater assaltos a ônibus em Manaus


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Todos os dias, Manaus registra a média de 15 assaltos a ônibus do transporte coletivo. No início do ano, a média era de seis assaltos por dia, porém após o mês de junho houve uma crescimento acima de 120% dos crimes nos coletivos.

O relatório contendo os números dos assaltos a ônibus de Manaus foram apresentados nesta terça-feira (13), durante reunião da comissão de Trânsito e Transporte da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Participaram da reunião o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), Carmine Furletti, o diretor executivo da Acordo Operacional das Empresas de Transporte Urbano de Manaus (Acop), Azarias Carvalho, entre outras pessoas ligadas a órgãos de transporte de passageiros de Manaus.

Segundo foi mostrado na reunião, em 2014 aconteceram 954 assaltos a coletivos. Em 2015 o número subiu para 2.900. Neste ano, entre os meses de janeiro a outubro, os assaltos já somam 2.800 casos.

Neste ano também foram registrados três mortes em assaltos a ônibus, sendo dois motoristas e um passageiro do transporte coletivo.

O presidente da comissão de Transporte da Aleam, deputado Wanderley Dallas, disse que mês passado foi realizada reunião para ouvir os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus. “Foram apresentadas propostas para diminuir os assaltos a ônibus”, afirmou Dallas.

“Agora estamos ouvindo as sugestões do Sinetram e também encaminhando aos empresários as propostas apresentadas pelos rodoviários”, acrescentou Dallas.

O próximo passo da comissão de Transportes é realizar, em janeiro de 2017, uma audiência pública onde serão colocados frente à frente os trabalhadores e empresários do transporte coletivo. A intenção é definir uma estratégia eficaz que diminua os casos de violência nos coletivos.

“Mesmo que a Assembleia Legislativa esteja em recesso, realizaremos a audiência pública, pois o problema dos assaltos exige uma solução imediata”, explicou Dallas.

Questionado sobre o funcionamento das câmeras dentro dos coletivos, o presidente do Sinetram, Carmine Furletti, disse que todos os aparelhos estão funcionando. Ele acrescentou que as câmeras registram os assaltos e que as imagens são encaminhadas às delegacias onde é feito o boletim de ocorrência.

“Os criminosos não escondem os rostos. Agem de cara limpa, pois sabem que a polícia não tem condições de prendê-los”, afirmou Furletti. “Os poucos ladrões que são presos acabam soltos dias depois. A polícia considera os ladrões como criminosos de baixa periculosidade”, criticou Furletti.

Sinetram insiste em acabar com pagamento em dinheiro

Na reunião, os representes do Sinetram insistiram na proposta de acabar com o pagamento em dinheiro da passagem. O Sinetram reafirmou que nas cidades de Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), onde o pagamento em dinheiro das passagens foi proibido, os assaltos a ônibus caíram a quase zero.

O diretor executivo da (Acop), Azarias Carvalho, garantiu que o fim do pagamento em dinheiro da passagem não causará demissão dos cobradores, como alegam os rodoviários. “Todos os cobradores serão absorvidos pelo sistema, sendo transferidos para postos de compra de créditos espalhados pela cidade”, defende Azarias.

O sistema de transporte coletivo de Manaus possui nove mil funcionários distribuídos em 10 empresas. O número de cobradores de ônibus chega a três mil trabalhadores.

Fotos: Dicom-Aleam

Texto: assessoria de Imprensa do deputado