Confirmando o que o Radar publicou, promotor Daniel Amazonas toma depoimentos de envolvidos na Vorax em Coari


forum-coariO promotor de Justiça, Daniel Amazonas, designado pela Corregedoria do Ministério Público do Estado (MPE) para tratar dos casos de denúncias contra o prefeito Adail Pinheiro, já está em Coari e a partir das 14hs, nesta sexta-feira (11/04), no Fórum de Justiça, ouve depoimentos de envolvidos na Operação  Vorax, investigação feita pela Polícia Federal, em 2008, para apurar fraudes em licitação, desvio de recursos públicos, monitoramento ilegal de computadores de servidores públicos, escutas clandestinas e a existência de milícia a serviço do Poder Público.

Assim como o Radar publicou, nesta quinta-feira (10), o promotor Daniel Amazonas que também atua em Tabatinga, foi designado exclusivamente para tais casos que envolvem o prefeito, após diligência da Corregedoria do Ministério Público do Estado (MPE), em Coari, onde foi realizado ainda levantamento dos processos contra Adail que estavam naquela Promotoria de Justiça. O promotor do MPE em Coari, Felipe da Cunha Fish, foi instruído através de ofício, a não receber mais qualquer denúncia em se tratando do prefeito ao mesmo tempo em que foi avisado de que esses casos estariam sob a responsabilidade do promotor Daniel Amazonas.

Depoimentos

O Radar apurou que entre os envolvidos na Operação Vorax que serão ouvidos esta tarde estão:

1)Maria Lândia Rodrigues  dos Santos – Ela era secretária de Ação Social de Coari, na administração de Adail Pinheiro, em 2008. Foi indiciada pela Polícia Federal como aliciadora de menores numa rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari, assim como também foi apontada como participante de um esquema de desvio de recursos públicos.

2) Eudes Rodrigues – esposo de Maria Lândia que também  faria parte do esquema de desvio de recursos públicos.

3)Gislanildo Rodrigues (apesar do sobrenome não é da família de Lândia) – um dos técnicos em informática que teria sido contratado para instalar dispositivos nos computadores de secretários e outros servidores públicos que não eram de extrema confiança do prefeito e, por isso, tinham suas conversas online monitoradas e levadas ao conhecimento de Adail Pinheiro e de seu grupo político.

4)Michael Williams – Em 2008, trabalhava na secretaria de Obras na gestão de José Lobo (atualmente também secretário de Obras de Adail), e segundo a PF, lidava com licitações que eram fraudadas com intuito de desviar recursos públicos. Informações captadas pelo Réporter-Radar em Coari dão conta de que o funcionário público, assim que se viu envolvido nas investigações da PF, tratou de retirar toda a documentação dessas licitações fraudadas e entregar a polícia como forma de conseguir a denominada delação premiada para não ser preso. (Any Margareth)