Depoimentos falam de ameaças, atentados à bala, e adolescente escondida por medo de morrer


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No total, sete pessoas foram ouvidas nesta quinta-feira (20), nas dependências da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), pelas deputadas Érika Kokay (PT) e Liliam Sá (PROS), da CPI da Câmara Federal que investiga casos de exploração sexual de crianças e adolescentes no País, pelos membros da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marcelo Nascimento e Joacy Pinheiro, pelas conselheiras do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Miriam Santos e Kezia Araújo, o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime Organizado (Caocrimo), o promotor de Justiça Fábio Monteiro, e os deputados estaduais José Ricardo Wendling (PT) e Luiz Castro (PP). A imprensa não pôde estar presente durante os depoimentos. O Radar conseguiu detalhes sobre as declarações dadas pelos depoentes que denunciaram terem sofrido ameaças e atentados à bala, por uma adolescente de 13 anos, e por duas mães de meninas menores de idade, mas não os divulgará a pedido das parlamentares por questões de segurança e para não expor ainda mais essas menores e suas famílias.

Entre os depoimentos, dois são casos de ameaça, através de ligações telefônicas ou até mesmo abordagem pessoal. Em outro caso, uma testemunha que prestou depoimento anteriormente à CPI contando detalhes de como o prefeito escolhia as meninas e das “festinhas” com meninas de 11 e 13 anos, teve sua residência metralhada e o cachorro morto a tiros. Em outro atentando, ocorrido na terça-feira passada (18), a casa do membro do Conselho de Cidadãos de Coari, Raione Queiroz foi alvo de tiros quando estava havendo uma reunião do conselho. Uma das balas atingiu a cadeira de um dos participantes da reunião. Uma menor de 13 prestou depoimento à CPI sobre fato ocorrido no ano passado. Também foram ouvidas as mães de duas meninas, uma delas foi levada de Coari para outro município, mas mesmo assim estaria sofrendo ameaças de morte para mudar seu depoimento sobre as propostas feitas por aliciadores ligados ao prefeito Adail Pinheiro para que ela prestasse “serviços sexuais”. (Any Margareth)

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