Deputados repudiam convite de escola do AM à Bolsonaro


O deputado Luiz Castro (Rede) repudiou, nesta quarta-feira (9), o que ele classificou como doutrinação política e ideológica dentro do colégio Waldocke Lira, administrado pela Polícia Militar. De acordo com ele, na escola, um oficial procura incutir na cabeça dos alunos a figura do deputado federal Jair Bolsonaro como “salvação da nação”, conforme vídeo divulgado na Internet.

O parlamentar usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para se pronunciar sobre o caso. Ele disse que essa prática é ilegal e, na visão dele, se aproxima do fascismo e tem que ser combatida. “A escola tem que proporcionar aos alunos uma formação cidadã, e não direcionada a um político como salvador da Pátria”, criticou.

No vídeo divulgado nas redes sociais, os alunos organizados em fileiras, orientados por um oficial convidam aos gritos, o deputado Bolsonaro para a formatura no colégio, repetindo frases que colocam o político como a salvação da nação.

Para o deputado, a política deve ser debatida na escola, mas sem o doutrinamento, ou o direcionamento de ideias em defesa de um determinado político. “Não queremos para os nossos alunos, nem o fascismo de esquerda como ocorre na Venezuela, nem o fascismo de direita, da Itália de Mussolini”, declarou Castro.

O deputado José Ricardo (PT) afirmou que irá encaminhar ofício à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e ao Colégio Militar Prof. Waldock Frick de Lyra questionando a doutrinação da escola e o convite que os alunos fizeram para que o deputado federal Jair Bolsonaro seja o paraninfo da turma do 3º ano de 2017.

Para José Ricardo, a Seduc e o Colégio devem esclarecer se essa prática faz parte da grade curricular e da política de educação do Estado. “Isso é sério. Precisa de investigação. Esse vídeo deixa claro que estão imitando doutrinação nazista com os estudantes”, reclamou.