Diante de provocação de Josué, Alessandra desce do salto : “Vossa Excelência é mentiroso!” (ouvir áudio)


A deputada Alessandra Campêlo (PMDB), única mulher no Parlamento estadual, que já não costuma fazer pose de dama só pra agradar a imensa maioria dos colegas do sexo masculino, desceu do salto e perdeu a paciência de vez com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Josué Neto.

O estopim do embate entre Alessandra e Neto foi mais uma manobra do deputado-presidente para adiar a instalação da CPI da Afeam, solicitada por nove deputados da Casa, para investigar o investimento de R$ 20 milhões da Afeam – ler Banco do Povo do professor Melo – numa empresa com sede no Rio de Janeiro, apontada pela PF como “caixa forte de propina” do esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Primeiro, Josué Neto enviou o requerimento de instalação da CPI para a Corregedoria da Casa, sob alegação da necessidade de atestar a legalidade de criação da comissão de inquérito, mesmo preenchendo todos os requisitos exigidos pelo Regimento Interno, assinatura de oito ou mais deputados e a existência de um fato determinado a ser apurado.

Foram dias de espera para viesse o parecer da Corregedoria e, como já era de se esperar, foi confirmado que não há nenhum obstáculo legal para a instalação da comissão. Mas, Neto decidiu que o requerimento de instalação da CPI vai ser reavaliado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ), sob os cuidados e as devidas providência do presidente, ninguém menos que o deputado Orlando Cidade.

Alessandra foi pra tribuna da Casa e criticou o comportamento de Josué Neto. Ele se irritou e partiu pra provocação, dizendo que o pedido de CPI da Afeam está seguindo o rito normal e que Alessandra tem pressa porque quer que acabem logo os trabalhos legislativos pra poder viajar. Ele inclusive disse que ela teria feito esse pedido.

Alessandra desceu do salto e deu o troco, chamando inúmeras vezes Josué Neto de mentiroso e dizendo que ele não honra as calças que veste e nem o cargo que ocupa. (Any Margareth)