As estranhas relações comerciais da reitoria da UEA com a empresa que administra o RU


MANAUS-AM;27/05/2011 - INAUGURAÇÃO  DO RESTAURANTE  UNIVERSITARIO DA UEA, LOCALIZADO NA AV. DARCY VARGAS.  FOTO: EUZIVALDO QUEIROZ/ACRÍTICAA empresa que administra o restaurante universitário da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a RIPASA, numa rápida busca no Google, é citada em vários veículos de comunicação local em casos de má prestação de serviço, como por exemplo, num caso de intoxicação alimentar de estudantes e funcionários das escolas de tempo integral da rede estadual de ensino, em 2011. Através de documentos aos quais o Radar teve acesso, vê-se que a situação não é diferente na Universidade do Amazonas. As notificações feitas à empresa por má prestação de serviço são várias, e os motivos para essas notificações também – ver notificações no final da matéria.

As reclamações vão desde a má qualidade da comida (dizem os alunos que já encontraram larvas nos alimentos), refeições em quantidade menor do que o contratado, passando por longas filas por causa da falta de funcionários, e até mesmo falta de água na hora das refeições e casos em que alunos e servidores ficaram sem comer porque não havia comida. “A empresa deixou de fornecer alimentação para aproximadamente 200 pessoas no restaurante da ESA”, está escrito na notificação n° 006/2013, sobre fato que teria ocorrido no dia 19 de novembro do ano passado. Em todas as notificações, a reitoria da UEA determina que essas ocorrências significam descumprimento de cláusulas do contrato e ameaça com “não pagamento da fatura do mês”.

Mas, sempre ficou na ameaça. A empresa nunca deixou de receber, pelo contrário, a empresa ganhou a primeira licitação e ao fim do contrato recebeu um aditivo e, ao final do aditivo, ganhou novamente a licitação. Em pleno período eleitoral o reitor anunciou o novo contrato com essa mesma empresa, após “uma nova licitação que ocorreu em outubro de 2013 a fevereiro de 2014” – está descrito no site da UEA cuja publicação está no final da matéria. Este aviso sobre a realização de uma nova licitação só veio a estar no site da UEA no dia 10 desse mês, dez dias antes da eleição que ocorrerá amanhã (20 de março) e com uma novidade que deixa visível uma estratégia eleitoral que poderia ser tipificada pelas Leis eleitorais como “captação ilícita de votos”, já que utiliza uma estrutura estatal como o restaurante universitário, mantida com dinheiro público, para adquirir vantagens eleitorais.

O almoço no restaurante universitário passou de R$1,10 (um real e dez centavos) para R$ 0,85 (oitenta e cinco centavos) e foi criado o café da manhã custando R$0,40 (quarenta centavos), medida que pode atrair muitos votos ao atual reitor, mas que não significam, na opinião do Radar, um bom exemplo aos estudantes universitários de como participar democraticamente e igualitariamente de um processo eleitoral. (Any Margareth)

Veja os documentos:

documento 1

documento 2

documento 3

Documento 4

foto 2

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