Ex-primeira dama tenta se cacifar a vice de ambos os lados e faz campanha antecipada nos bairros de Manaus


nejmi aziz 1A ex-presidente do Fundo de Promoção Social (FPS) e ex-primeira dama do Estado, Nejmi Aziz, e pré-candidata nas eleições de outubro – não se sabe bem a quê já que primeiro era a deputada federal e nos últimos meses surgiu à especulação de ser candidata à vice – continua atuando normalmente pelos bairros de Manaus como se ainda estivesse ocupando cargo público na área de assistência social. Nas redes sociais, os posts falam da prática de “fazer o bem” da esposa do ex-governador do Estado, Omar Aziz, que por sua vez já declarou ser pré-candidato a uma vaga ao Senado Federal. No campo moral há várias formas de se “fazer o bem” sem precisar bater de porta em porta, sem estar em evidência, anonimamente, seguindo preceito maior do ato cristão que está em Mateus, na Bíblia: “Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará”.

Já no campo da Justiça eleitoral, a prática de “fazer o bem” em ano de eleições, com a existência de doações e favores, leva outro nome, como por exemplo, campanha antecipada, abuso de poder econômico e compra de votos. Ainda mais, quando acompanhando o “pacote de bondades” vem um discurso recheado de intenções políticas, com ofensas a prováveis adversários e elogios a eventuais aliados.

nejmi aziz 2Se cacifando

E o jogo político das “coxias” (espaço nos palcos por trás das cortinas) do Poder feito pela ex-primeira dama do Estado, Nejmi Aziz ficou claro numa situação captada pelo Radar nesta sexta-fera (11) ao vermos na coluna da jornalista Sonia Racy, do Estadão, a informação de que a esposa do ex-governador do Estado estaria sendo disputada por Melo e Braga para o cargo de vice em suas chapas majoritárias. O pessoal aqui do Radar se sentiu mais desatinado do que cachorro que cai do caminha de mudança. Disputada por Braga para vice? Como é que é? Diante da sensação de leseira pela falta de informação fomos atrás dos fatos e descobrimos que por trás da publicação está o velho jogo político de se cacifar para um cargo plantando a informação na imprensa e fazendo com que muita gente acredite naquilo. Pelo jeito, a candidatura de Melo continua devagar quase parando e a ex-primeira dama decidiu dar “um prego no cravo outro na ferradura” e quem sabe emplacar uma de vice na chapa de Braga. Vai ver que cola, não é mesmo? O pessoal aqui do Radar só ainda não entendeu porque a insistência de ser coadjuvante, ao invés de assumir o papel principal. Qual é esse medo tão medonho de ser candidata a deputada federal. Mas, a gente promete que descobre, tá combinado? (Any Margareth)