Governo de Melo encerra o ano com R$ 649 milhões em empréstimos; mais de R$ 1,1 bilhão em dois anos


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Aquilo que os economistas mais aconselham que os cidadãos comuns não façam, entrar o ano cheio de dívidas, principalmente contraindo empréstimos em bancos, parece não servir quando se trata do governo do bacharel em economia – ele lembrou disso em entrevista à colega jornalista Rosiene Carvalho – professor José Melo. O Amazonas termina o ano com R$ 649 milhões em dívidas junto às instituições bancárias. Desde 2015, Melo já contraiu mais de R$ 1,1 bilhão em empréstimos, contando com a autorização da maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) – advinha quem vai pagar essa conta?

Esses números estão na contramão do discurso do governador, de seu secretário de Fazenda, Afonso Lobo, e seu claque de deputados da base aliada que sempre responsabilizam seus antecessores por um “brutal endividamento do Estado” que teria deixado o Amazonas ainda em situação mais grave diante da crise econômica. Em 2015, o secretário de Fazenda, Afonso Lobo, em entrevista ao site G1, fez cálculos de uma dívida que teria atingido, no início do ano, R$ 4,8 bilhões, com credores nacionais e internacionais. Ao longo desses quatro anos, incluindo o governo de Omar Aziz, hoje senador da República, a dívida teria aumentado em 61,7%.

Porém, o discurso atual do Governo de Melo, diante das críticas de alguns poucos jornalistas por causas do crescente número de empréstimos, é de que “o Amazonas tem capacidade de endividamento”. E dá-lhe a fazer conta no nosso nome – afinal é o nosso dinheiro em impostos que paga esses empréstimos, né mesmo gente?

Em 2015 foram três empréstimos avalizados pela bancada governista, maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado. Um de US$ 70 milhões, o mesmo que cerca de R$ 268 milhões de reais no valor do dólar naquela época e outro de R$ 300 milhões.

Em 2016, um empréstimo de R$ 49 milhões e outro dois de R$ 300 milhões, um contraído junto à Caixa Econômica Federal (CEF) e outro com o Banco do Brasil que, como dá pra ver na publicação na publicação do Diário Oficial, tem juros de “118% ao ano do CDI/OVER incidentes sobre o saldo devedor, calculados diariamente e cobrados mensalmente”. Diz ainda na publicação assinada pelo secretário Afonso Lobo que estamos endividados até 2025. “Vigência: até a liquidação integral da dívida ora contratada prevista para 2 de janeiro de 2025”, está no extrato do empréstimo. (Any Margareth)