Incrível como essa gente tem memória curta. O Radar pergunta: vai uma dose de “ fosfosol” aí?


Tem gente que, ou está com sérios problemas de memória, ou faz qualquer coisa por um espaço na mídia pra ficar bonito na foto, e de bem com a opinião pública. Após o histórico aliado de Adail Pinheiro, o deputado federal Sabino Castelo Branco, posar de paladino da moral, da ética e dos bons costumes descendo o malho em Adail Pinheiro em seu programa de TV, agora foi à vez do prefeito de Manaus, Artur Neto, tirar os olhos de sua prefeitura, e mirar na direção de Coari. Ele deu entrevista para o jornal A Crítica dizendo que “não crê nessa história de adversários políticos terem plantado acusações contra o prefeito”, que vê evidente morosidade da Justiça e ainda arrematou comentando que Adail não desperta sua “simpatia política”. Adail, nos dois últimos finais de semana, foi tema de reportagens do Fantástico, da Rede Globo de Televisão, acusado de cometer abusos sexuais contra crianças e adolescentes. Adail foi investigado em 2008 pela Operação Vorax por crime de desvio de recurso público, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação, mas acabou caindo nas receptações telefônicas da polícia em diálogos com agenciadores de menores, dois deles secretários da própria prefeitura de Coari. Bom lembrar que, dois anos depois da Operação Vorax, ou seja, em 2010, Artur Neto, candidato ao Senado, apoiou Adail Pinheiro, para deputado estadual, e vice-versa. Os dois não se elegeram, mas que dividiram o mesmo palanque, lá isso dividiram.

Amnésia generalizada

fosfosolO povo aqui do Radar está pensando em mandar de cortesia umas garrafas daquele remédio do tempo da vovó, para o tratamento de lapsos de memória, o “Fosfosol” e, junto com ele, fotos e vídeos de tempos não muito distantes onde, com raras exceções, autoridades dos mais diversos escalões, de presidente da República passando por governadores, deputados estaduais e federais, disputavam – alguns quase aos tapas – o palanque e o apoio político de Adail Pinheiro. Vai um folfosolzinho aí, gente?

Estranheza? De quê?

E o mais impressionante são as declarações de estranheza quando o assunto é a morosidade – depois de Adail essa palavra vai virar sinônimo de encaixotamento – do julgamento dos processos de Adail Pinheiro na Justiça do Estado. Parece que ninguém nem ouviu falar que três juízes e uma juíza nos anos de 2010 e 2012 responderam a processos administrativos disciplinares sob acusação de favorecimento ao prefeito Adail Pinheiro, em troca de privilégios. É muito esquecimento, não é mesmo?