Já está pronto relatório da Comissão processante instalada na Câmara de Coari para decidir sobre cassação de Adail


camara-coariFoi lido em plenário, na Câmara Municipal de Coari esta semana, o resumo dos trabalhos da Comissão Processante, instalada no dia 18 de fevereiro desse ano, após pedido feito pelo membro do Conselho de Cidadãos de Coari (Concico), Raione Cabral Queiróz e o pastor evangélico, Casimiro Pereira de Brito para que o Legislativo julgasse uma possível cassação do prefeito Adail Pinheiro com base no Decreto Federal 201/1967, parágrafos 9° e 10°, que tratam da ausência do prefeito por tempo superior ao permitido por Lei – a última vez que Adail esteve em Coari foi no dia 12 de janeiro – e do fato do Chefe do Poder Executivo municipal proceder de modo incompatível com o cargo. Na leitura feita por um funcionário da Casa, os vereadores tomaram conhecimento de que o relatório final da CPI já está pronto e já foi entregue à Mesa Diretora da Casa. O próximo passo é o relatório ser lido em plenário, discutido e votado pelos vereadores. Isso deve ocorrer na próxima terça-feira (08) quando há sessão plenária na Casa. Durante a leitura do resumo das atividades da comissão, inclusive com conhecimento público já que transmitida através da Rádio Educação Rural de Coari, também se tomou conhecimento que o procurador Geral do Município, Aldo Evangelista, bem que tentou colocar obstáculos para que a comissão fizesse as diligências, negando a assinar a notificação onde era solicitada manifestação de defesa por parte do prefeito.

Mas, os vereadores que compõem a comissão processante decidiram, então, mandar um funcionário da Câmara de Coari pra Manaus para notificar o prefeito Adail Pinheiro no quartel onde está preso. No dia 18 de março, o prefeito teria mandado entregar o documento com sua defesa. Diante disso, os vereadores puderam analisar as razões da defesa e elaborar o relatório final – esperamos que a promessa do vereador relator da Comissão Processante, Mario Jorge, seja cumprida e não surjam dois relatórios como aconteceu no caso de outra CPI da Câmara que foi instala para apurar fraudes em licitação.