Major aponta números que indicam a maior fuga de presos da história carcerária do País


O major Augusto César, em áudio postado nas redes sociais, traz informações bem diferente daquelas repassadas publicamente, inclusive em várias entrevistas coletivas, pela cúpula da Segurança pública do Governo de Melo e publicadas repetidas vezes pela imprensa local.

O major, que estava de serviço durante a rebelião e o massacre de presos, aponta um número de quase mil detentos que teriam fugido dos presídios de Manaus, confrontando a versão oficial que aponta a fuga de 180 presos, 54 deles já recapturados, conforme release enviado, nesta terça-feira (3), pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. Isso significaria dizer que, no Amazonas, ocorreu a maior fuga de presos da história carcerária do País

Ao contrário do discurso do Governo, que minimiza o caos que se instalou, e não é de hoje, na segurança pública do Estado, o major diz: “Há crise na segurança pública. Infelizmente é a realidade”. Ele confirma o que mostrou o Radar, inclusive em selfie de dentro da cadeia feita pelos próprios detentos, sobre os presos terem em seu poder armas de grosso calibre, de uso exclusivo da polícia.

E, antes mesmo do anúncio feito pelo governador José Melo de usar policiais militares como agentes carcerários dentro dos presídios, o major conta: “Os presídios não têm agentes penitenciários suficientes – e cadê os mais de R$ 1 bilhão pagos as empresas que deveriam administrar os presídios, inclusive contratar agentes penitenciários? Quem faz a segurança nos presídios de Manaus é a Polícia Militar, o que é inconstitucional porque o policial militar a missão dele não é essa, é estar nas ruas, na preservação da ordem pública. Ele não é agente penitenciário, nem é pago pra isso e nem tem a menor condição para o policial ficar (nos presídios)”.

O policial orienta as pessoas a tomarem cuidado com os marginais soltos nas ruas. “Se não tiver nenhum compromisso, não saia de casa”, aconselha. (Any Margareth)