Novos aliciadores de menores estavam na casa de Adail de onde foram levados pela polícia para darem depoimento


Elias-Coari Por ordem dos promotores de Justiça do Grupo de Atuação especial no Combate ao Crime Organizado  (Gaeco), Fabio Monteiro e Leda Mara Albuquerque , que chegaram em Coari nesta segunda-feira (03), os irmãos Anselmo Nascimento dos Santos e Elias Nascimento dos Santos (foto)  foram levados para prestar depoimento ao promotores através da chamada “condução coercitiva” – quando há o uso de força policial para levar alguém à presença de autoridade judiciária. Segundo informações levantadas pelo Radar houve a determinação do uso de força policial pelo não comparecimento espontâneo dos intimados a prestarem depoimento. Eles foram detidos pela polícia na casa do prefeito Adail Pinheiro. Anselmo e Elias são acusados, nas atuais denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes feitas à CPI da Câmara Federal, de atuarem como aliciadores de menores para a prestação de serviços sexuais ao prefeito de Coari e seu grupo político.

Em matéria anterior postada no Radar, explicamos que os irmãos Anselmo e Elias são primos de primeiro grau de Maria Lândia Rodrigues dos Santos que aparece em escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal oferecendo menores ao prefeito. Na época das escutas, Maria Lândia ocupava o cargo de secretária-adjunta de Assistência Social. Ela foi indiciada pela Polícia Federal, em 2008, como agenciadora de menores na rede exploração sexual de crianças e adolescentes que existe em Coari. Anselmo e Elias trabalhavam diretamente com Adail Pinheiro. Anselmo atuava como motorista de Adail e Elias como caseiro, praticamente morando na casa do prefeito. Mas, apesar de atuar como caseiro, Elias estava na lista do primeiro escalão do prefeito, ocupando o cargo de secretário particular, de onde só saiu após as atuais denúncias de pedofilia.

Elias participou ativamente de manifestações pró-Adail durante as diligências feitas pela CPI da Câmara Federal em Coari, inclusive empunhando cartazes contra a presença da comissão na cidade.

Depoimentos

Os promotores de Justiça, Fabio Monteiro e Leda Mara Albuquerque, ouviram cinco pessoas de um total de 12 pessoas, entre vítimas e acusados, que devem prestar depoimento. As informações são de que, além de Anselmo e Elias, também foi ouvido um mototaxista conhecido apenas pelo apelido de “Prego”, que faz parte de uma associação de mototaxistas denominada de “Os Laranjinhas”. Os promotores não esclareceram qual á acusação. Os promotores previram deixar Coari nesta quarta-feira e, pretendem concluir em cinco dias um relatório que será entregue ao Procurador Geral de Justiça do Estado, Francisco Cruz.