O que o secretário não explica: detentos fazem selfie com armas de uso exclusivo da polícia


Em entrevista coletiva a imprensa, o secretário estadual de Segurança Público, Sérgio Fontes, explicou a morte e o esquartejamento de mais de 60 presos – dados oficiais porque os não oficiais apontam um número bem maior de mortos – como consequência de “confronto entre facções rivais” dentro dos presídios”. O próprio secretário denominou o que aconteceu dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 08 da BR-174 como algo de “extrema violência que durou cerca de 15h”. Levando-se em consideração palavras do próprio secretário, os detentos tomaram conta da situação porque estavam armados.

“Os detentos estavam armados e trocaram tiros com os policiais militares que ficam na guarita fazendo a guarda do presídio, declarou Sérgio Fontes, ladeado pelo secretário estadual de Administração Penitenciária, Pedro Florencio. O que diz o secretário fica explícito numa foto enviada ao Radar onde detentos aparecem com celular fazendo selfie e mostrando armas como a carabina calibre 12 e pistolas PT 40 que são de uso exclusivo das polícias militar e civil.

Mas, qual a explicação pra isso? Detentos trocarem tiro com policiais e com armas que deveriam estar exclusivamente na não da polícia? E como essas armas chegaram até eles? Isso Sérgio Fontes não explicou e o secretário da Administração Penitenciária calado ficou – e será que algum repórter perguntou? (Da redação do radar)