Operação “desmonte” entra em ação na ALE e CPI da Pedofilia vai parar na procuradoria da Casa


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Sinésio pediu parecer da Procuradoria da Casa sobre a legalidade da CPI

Conforme foi anunciado pelo próprio presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), deputado Josué Neto (PSD), através de matéria que está no site da Casa, haveria “uma reunião com a Mesa Diretora e demais parlamentares para tratar sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia”, nesta terça-feira (18). Porém, nem a reunião aconteceu e nem a instalação da CPI que iria apurar denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Amazonas. O presidente da Casa, Josué Neto, saiu de cena, deixando um monte de repórteres num vai e vem inútil entre o primeiro andar (presidência da Casa) e o subsolo (plenário), sem saber onde encontrá-lo e se, afinal, iria ter reunião.

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Belarmino Lins presidia a mesa e mandou a CPI para a Procuradoria

Mas, eis que de repente, entra em cena o líder do Governo, o deputado petista Sinésio Campos que foi à tribuna da Casa e, entre ataques em tom de ironia contra o colega de Parlamento, deputado Luiz Castro (PPS), autor do requerimento de instalação da CPI, fez um discurso claramente – mesmo jurando de pé junto que não – para desqualificar a existência de um CPI para investigar casos de pedofilia. “Eu sempre disse que se for para fazer uma CPI exclusiva para tratar do assunto específico do prefeito de Coari, então esta matéria (ler CPI) segundo o Regimento Interno da Casa já nasce de forma inócua. Porque tanto o Tribunal de Justiça quanto  o Ministério Público têm bases legais para tomarem as providências”, disse o líder do Governo, passando a “bola” para o Judiciário. Para ele, a CPI perdeu “o objeto” a partir do momento em que a Justiça decretou a prisão de Adail, mas esqueceu de que ele próprio disse que iria assinar a CPI já que tinha notado que ela não era a “CPI do Adail”, mais sim “uma comissão que iria apurar este tipo de crime em todo o Amazonas”. Sinésio  apontou artigos do Regimento Interno da ALE e da Constituição estadual para respaldar suas alegações de que o TJAM e MPE são os fóruns corretos para tratar das denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes. E, fechou seu discurso com uma solicitação para que a Mesa Diretora, naquele momento sob a presidência – mera coincidência? – do deputado Belarmino Lins (PMDB), enviasse o requerimento de criação da CPI para a Procuradoria Geral da ALE porque ele (Sinésio) gostaria de um parecer sobre a legalidade da instalação da comissão. Belarmino prontamente atendeu o pedido, determinando que o pedido de CPI fosse enviado para à Procuradoria para que ela se manifeste sobre a legalidade da criação de uma CPI que 22 dos 24 deputados da Casa assinaram pra que fosse instalada. (Any Margareth)