Para os amigos Moet Chandon, para os servidores públicos nem “vale coxinha”, decreta Melo


Através de Decreto, datado desta segunda-feira, 9 de janeiro, o governador do Estado, professor José Melo decidiu revogar sua própria decisão, tomada em abril do ano passado, quando reduziu a jornada de trabalho dos servidores públicos estaduais para seis horas diárias. Os funcionários públicos voltam a ter 8 horas de trabalho diário. Na época da redução das horas de trabalho, o governador também cortou o ticket alimentação alegando, como de costume, corte nos gastos públicos – mas nada de diminuir gastos com diárias e passagens para seus apaniguados no Governo, isso nem pensar! (leia mais)

E se, de abril do ano passado até os dias atuais, Melo achava que, com a redução da jornada diária de trabalho, os servidores podiam ficar com fome até às 14hs, agora os funcionários terão que passar fome é o dia inteiro, já que vão trabalhar 8 horas diariamente. Mesmo retornando à antiga jornada de trabalho, o governador não trata em seu Decreto sobre o ticket alimentação, ou seja, aumenta o período trabalhado e sem direito à alimentação.

E, bom lembrar, que o ticket alimentação, no tempo em que era concedido aos servidores públicos do Estado, já era motivo de chacota por causa do baixo valor. Os policiais civis, por exemplo, apelidaram o valor do auxílio alimentação de R$ 220 mensais – menos de R$ 10 por dia – de “vale coxinha” já que, segundo eles, o esse valor mal dava pra comprar uma coxinha e um copo de refrigerante.

Mas, agora, os servidores públicos não terão sequer direito ao “vale coxinha”, um auxílio alimentação que dava bem pra ser pago usando o dinheiro gasto pelo governador para presentear no Natal dezenas de amigos com champanhe Moet Chandon. (Any Margareth)