Por determinação de A Crítica, Fabrício Lima volta à Câmara e vai ser candidato a deputado para desbancar Nicolau


E no último minuto da prorrogação, já que ontem era o último dia para desincompatibilização de cargo no Executivo, o secretário de Desporto, Lazer e Juventude do Município, Fabrício Lima, decidiu deixar a Semdej e voltar à Câmara Municipal de Manaus. A decisão de Fabricio Lima pegou todo mundo de surpresa já que ele, em entrevista a imprensa local, em dezembro do ano passado, declarou que “o prefeito pediu pra continuar como secretário” e o pedido tinha feito com que ele desistisse de ser candidato nas eleições de 2014. Na época, Artur Neto, demonstrando irritação com o anúncio sem o seu antecipado conhecimento, feito pelo seu vice, e secretário de Infraestrutura, Hissa Abrahão, de que poderia ser candidato ao Governo, deu um ultimato a todos os secretários dizendo que quem quisesse ser candidato tinha que entregar seus cargos até o dia 16 de dezembro porque queria uma equipe “totalmente focada nas obras essenciais à cidade”.

Mas, Fabricio Lima teve que descumprir esse ordenamento diante de pedido que, pelo jeito, tem força política maior que a determinação do prefeito, já que veio de seu principal “padrinho” político, a Rede Calderaro de Comunicação. Fontes do Radar confidenciaram que a intenção dos Calderaros é colocar Fabício no “tatame” – deve ser porque ele é lutador de jiu-jitsu – com o deputado Ricardo Nicolau, contra quem Fabrício deve desferir o “golpe” de entrar em seus redutos eleitorais, arrancando todos os seus votos e nocauteando com a derrota nas eleições de outubro. Mas, quem primeiro é atingido por essa luta entre os Calderaros e os Nicolaus é Luiz Alberto Carijó que ficará sem mandato com o retorno de Fabricio Lima à Câmara. E, aí, cai por terra mais uma das promessas do prefeito Artur Neto que garantiu a Carijó, seu aliado de primeira hora, que arregaçou as mangas, foi pra rua e esqueceu de pedir voto até pra si mesmo, que ele não ficaria sem mandato, chegando até a fazer promessas de secretaria quando Carijó ficou apenas como suplente. E não aconteceu nem uma coisa, nem outra. (Any Margareth)