Posse “diferentona” de Artur, com discurso à beira do choro e chave da cidade entregue pela “mulher que ama” (ver vídeo)


A posse de Artur Neto (PSDB) para o terceiro mandato, o segundo consecutivo, como prefeito de Manaus, e de Marcos Rotta (PMDB), que deixa o Parlamento Federal para se tornar vice-prefeito da cidade foi, no mínimo, “diferentona”. Primeiro, que a posse que estava marcada para ser às 16hs, foi começar quase duas horas depois. Também porque nunca se viu – pelo menos nos meus 30 anos de profissão – um prefeito empossado tão emocionado quanto Artur, que com a voz embargada, engoliu as lágrimas por três vezes em seu discurso de posse, exatamente nos momentos em que falou de “sonhos e amores”. E, num fato inédito na história de prefeitos empossados nos cargos, não foi o presidente do Poder Legislativo que entregou a chave da cidade, mas sim a mulher do prefeito, Elizabeth Valeiko (ver vídeo)

O presidente da Câmara, Wilker Barreto, saiu de cena, para o prefeito Artur Neto viver seu momento pessoal em meio a um a posse com pompas e circunstâncias. Momento este definido pelo próprio Artur Neto desta forma: “Esta para mim foi a melhor parte da cerimônia”. Com direito a beijo apaixonado no final do ato.

Na parte inicial de seu discurso, Artur assumiu um tom mais solene. Com sua habilidade de diplomata que é, falou de seu respeito por outros parlamentos, como o federal, do qual fez parte, e do estadual que representa o Estado, mas destacou a importância de ser empossado pelo Legislativo municipal, poder que ele classificou como “a caixa de ressonância mais forte do povo de Manaus”.

Artur checou a dizer que o “parlamento educa e o Executivo deseduca”, lembrando do exercício da democracia diário vivido nos parlamentos, onde um projeto de um membro da Casa Legislativo é aperfeiçoado por outros colegas e onde aprovar uma propositura significa levar outros companheiros daquele Poder ao convencimento.

Rotta e Braga

E, em se tratando da importância do Parlamento, Artur Neto destacou a “importante atuaçao” de seu vice-prefeito na Câmara Federal, o agora ex-deputado Marcos Rotta (PMDB) e a ampla participação que ele (Rotta) terá em sua nova gestão. “Ele liderará o esforço pra sair do marco zero o BRT”, afirmou Artur, confirmando o que o Radar já tinha previsto de que ficará a cargo de Rotta resolver os graves entraves de mobilidade urbana em Manaus, entre eles o crônico problema do transporte coletivo.

Não coincidentemente, o prefeito falou de sua união política com outro parlamentar do Amazonas, desta feita o senador Eduardo Braga, líder do PMDB no Estado, que esteve lado a lado com ele (Artur) sentado à Mesa Diretora da cerimônia de posse. Artur falou das dificuldades de relacionamento com os governos federais petistas e disse que, com Braga, “começou a haver uma efetiva parceria federal”.

Sonhos e amores   

Mas, Artur Neto, deixou para o final de seu discurso falar de sonhos e de amores e que “nunca se deve abrir mão” desses dois sentimentos.  “Eu não confio em alguém que não ama e não sonha”, afirmou engolindo o choro pela primeira vez.

Artur Neto ficou com a voz embargada mais duas vezes, quando falou de seu amor por Manaus, que ele disse ser inquestionável, e do amor que tem pela mulher, Elisabeth Valeiko. Segundo ele, essa cerimônia de posse teve algo de mais especial que as outras, ter recebido a chave da cidade amada pela mulher que ama. (Any Margareth)

Fotos e vídeo: Erik Oliveira