Pra tudo se acabar na quarta-feira, em cinzas de preferência!


E mais uma vez a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que seria instalada na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para investigar casos de exploração sexual de crianças e adolescentes no Amazonas, não aconteceu. Após ter 22 assinaturas, dos 24 deputados do Parlamento estadual, o requerimento de instalação da CPI foi entregue à Mesa Diretora da ALE no dia 12 de fevereiro e, a partir daí, fazendo uma analogia com o mundo do samba, o que era samba enredo virou samba de breque. E a primeira parada brusca do samba de breque ficou por conta do presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD) que, no dia 14 de fevereiro, sem em nenhum momento mencionar o fato de que a Procuradoria teria que se manifestar sobre a legalidade da instalação da CPI, fez o anúncio de uma reunião de líderes, a ser realizada quatro dias depois (18) para tratar sobre a instalação da comissão e a escolha dos membros. Mas, no dia determinado, a reunião não aconteceu, e o breque desta vez ficou por conta do líder do Governo na ALE, deputado Sinésio Campos (PT), que insistiu em um parecer da Procuradoria sobre a legalidade da existência de uma comissão que, segundo ele, trataria de assuntos que são da alçada do Judiciário e do Ministério Público. E, coincidentemente (?) quem estava presidindo a Mesa Diretora era o deputado Belarmino Lins que acatou com prontidão o pedido único e solitário do deputado Sinésio. E aí, todo mundo já sabe, o último breque foi nesta terça-feira (25) , quando o procurado Vander Góes disse que, uma resposta da procuradoria só daqui a cinco dias. Mas, será que vai dar “samba” porque daqui a cinco dias é domingo de carnaval? Pelo jeito, tem gente “atravessando o samba” e querendo transformar tudo num chorinho de quarta-feira de cinzas.

Vai dançar?

E lá das bandas de Coari me chegam notícias de quem um determinado secretário se ainda não dançou, vai dançar. As fontes do Radar dizem que a turma do Adail do primeiro escalão está de olho num colega secretário que estaria passando informações para o Ministério Público sobre saques de dinheiro das contas da Prefeitura feitos ilegalmente para bancar a defesa do prefeito. Este mesmo secretário teria cometido à imprudência de contar a determinados fornecedores de que eles não seriam pagos e ainda disse o motivo: Adail estaria precisando de dinheiro.

Na farra

E falando em fazer farra já que estamos em período de carnaval, o Diário Oficial dos Municípios está uma verdadeira farra de aditivos de contratos, inexigibilidade de licitação, contratações temporárias, e coisas do tipo. Dá até pra pensar que tem gestor público que pensa que jornalista também esquece tudo, fica cego e quem sabe bêbado durante o período de carnaval. Nosso Radar esta ligado e captando tudo pra contar pra vocês!