Prefeitura de Manaus entrega materiais para Indígenas venezuelanos


Duas casas que abrigam famílias de venezuelanos indígenas Warao receberam, na manhã desta quinta-feira (3), eletrodomésticos entregues pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de Manaus e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os espaços receberam fogão industrial, freezer, botijão de gás e garrafões de água.

Os produtos ofertados pelo município são uma contrapartida ao que ficou acordado junto às esferas estadual e federal no que diz respeito ao atendimento às famílias indígenas venezuelanas.

“Esse é mais um passo que estamos dando dentro do nosso plano de atendimento aos indígenas Warao. Estamos vendo quais os utensílios domésticos que podem melhorar a condição de vida dessas famílias que aqui vivem”, afirmou o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel.

Com esses equipamentos os indígenas poderão preparar o próprio alimento e estocar o que sobrar. Além disso, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro da Glória, zona Oeste, está referenciando essa população e dando atendimento digno a todos.

Atualmente, as cinco casas administradas pela Prefeitura abrigam 247 indígenas entre idosos, adultos, jovens e crianças. Contando com as famílias que estão no abrigo do Coroado, administrado pelo Governo do Estado, mais de 500 indígenas Warao estão em Manaus.

“O trabalho que estamos realizando junto com a Prefeitura está sendo muito bom para essas famílias. A cada iniciativa estamos permitindo que elas vivam de forma digna”, explicou o coordenador da Cáritas Arquidiocesana, Afonso Oliveira. Ele confirmou, ainda, que na próxima semana as outras três casas também receberão os mesmos equipamentos.

A secretaria entregou também o “Regimento Interno para o Acolhimento Temporário aos Indígenas Warao e suas Famílias”, documento que disciplina os direitos e deveres enquanto permanecerem nas casas alugadas pela Prefeitura. Entre as regras está a proibição de entrada de novos indígenas venezuelanos nas casas. A orientação é que primeiro sejam instalados no abrigo do Coroado e apenas depois que estiverem regularizados, sejam transferidos para as moradias.