Prefeitura de Tefé vai gastar mais de meio milhão com madeira e prego; preços estariam superfaturados


A Prefeitura Municipal de Tefé, 523 quilômetros de distância da capital – ler prefeito Normando Bessa de Sá – vai gastar mais de meio milhão de reais com madeira e prego, alegando a necessidade da construção de pontes de madeira. Os vereadores de oposição ao prefeito apontam superfaturamento de cerca de 592% no preço da madeira. Eles citam como exemplo as tábuas de assoalho que afirmam custar R$ 13,00 (treze reais) uma unidade, mas a prefeitura fechou contrato para fornecimento do mesmo tipo de madeira a R$ 90.00 (noventa reais) a unidade. Os vereadores dizem que pretendem entrar com ações no Ministério Público Federal e Estadual contra o que eles consideram desvio de recursos públicos e improbidade administrativa.

Os documentos que foram publicados no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas (AAM), nessa segunda-feira (22), mostram que a prefeitura deverá desembolsar, através do extrato do contrato Nº 94/2017, um montante de R$ 506.000,50 com a empresa vencedora da licitação, a Guanabara Materiais de Construções Ltda., CNPJ: 07.681.250/0001-83. A empresa vai fornecer uma quantidade de 1,5 mil tábuas de assoalho no valor unitário de R$ 90,00 (noventa reais); 500 ripões no valor de R$ 70,00 (setenta reais) a unidade, e 1,2 mil pernas-mancas no valor unitário de R$ 280,00 (duzentos e oitenta reais) – ver documentos no final da matéria.

Na compra de 1,5 mil tábuas de assoalho a prefeitura de Tefé vai gastar um montante de R$ 135 mil. Nos gastos com 1,2 mil pernas-mancas, a administração pública vai desembolsar cerca de R$ 336 mil e na compra de 500 ripões no valor de R$ 70, a prefeitura deverá gastar cerca de R$ 35 mil. O prefeito Normando Bessa, ainda, irá desembolsar mais de R$ 23 mil para compra de pregos com a empresa E. DA S. Chaves – ME.

De acordo com o vereador, Odormando Duarte de Vasconcelos (PSDB) os vereadores estão realizando reuniões para tratar das compras que eles consideram superfaturadas e das providências jurídicas a serem tomadas como forma de proteger os recursos públicos. O Radar fez questionamento à Prefeitura de Tefé sobre os indícios de superfaturamento nos preços da madeira, apontoados pelos vereadores, mas não houve resposta, (Da equipe do Radar)