Quando estava 4 a 2 a favor de Adail, Gilmar Mendes suspende seu voto ao pedir vistas do processo


ministro-gilmar-mendes-sessao-plenariaApós quase três meses de mais um pedido de vista, dessa vez do ministro substituto Admar Gonzaga Neto – pelo menos dois ministros se julgaram impedidos – o recurso movido pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela coligação Coari Tem Jeito contestando a concessão do registro de candidatura de Adail Pinheiro, por parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM), voltou a julgamento no pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta quinta-feira (13). O MPE e a coligação questionam a concessão do registro que possibilitou que Adail Pinheiro concorresse à Prefeitura de Coari em 2012, mesmo o então candidato, hoje prefeito, tendo se tornado inelegível pela rejeição de contas públicas e abuso de poder econômico e político. Em sua manifestação de voto, Admar Gonzaga Neto, acompanhou o parecer  do ministro relator Dias Toffoli, que em seu relatório manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazona, ou seja, mais um voto a favor de manter o registro e, consequentemente, Adail Pinheiro no cargo de prefeito.

Na última suspensão do julgamento, em dezembro do ano passado, a votação se encaminhava para a manutenção do registro de candidatura de Adail com os votos favoráveis do relator, ministro Dias Toffoli, que foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes e Luciana Lóssio. Os votos pela cassação do registro foram dos ministros João Otavio Noronha e Laurita Vaz. Com o voto do ministro Admar Gonzaga Neto, manifestado na sessão do pleno desta quinta-feira, o resultado estava em 4 votos a favor de Adail e apenas dois contra. Mas, quando o julgamento parecia ter enfim uma decisão, o ministro Gilmar Mendes, um dos votos favoráveis ao prefeito, decidiu suspender seu voto ao pedir vistas do processo para reanalisar os autos. (Any Margareth)