Relatório da Defensoria Pública aponta que 32 famílias estão em risco social após incêndio em Buritizal Verde


A Defensoria Pública do Estado do Amazonas, após ter feito um levantamento na ocupação irregular Buritizal Verde, na Zona Norte de Manaus, apresentou relatório social apontando que 32 famílias da ocupação irregular Buritizal Verde, na zona norte de Manaus, estão em risco social. Elas tiveram seus casebres destruídos pelo incêndio, no último dia 30 de maio. Segundo o levantamento, as famílias perderam tudo o que tinham, inclusive documentos pessoais. Nesta sexta-feira, dia 02 de junho, o defensor público titular da Especializada em Atendimentos de Interesses Coletivos (DPEAIC), Carlos Almeida Filho, esteve na comunidade para averiguar a situação e constatou que ainda predomina o medo e a tensão.

Segundo os moradores do local, policiais militares teriam causado o incêndio, após o corpo do PM Paulo Sérgio Portilho ter sido encontrado. Ele estava enterrado no local. Os policiais são acusados ainda pela comunidade de intimidar moradores. Já os policiais militares, em conversa com o defensor público, negaram as acusações e que estão “apenas monitorando a situação”.

A tensão entre a polícia e os moradores da ocupação começou quando as forças de segurança do Estado localizaram o corpo do PM Portilho. Horas depois da localização do corpo, teve início um incêndio que destruiu vários casebres da ocupação. De acordo com o relatório feito pelo setor psicossocial da Defensoria Pública, após o incêndio, 214 adultos e 300 crianças que perderam seus casebres estão morando em igrejas ou em casas de parentes porque não têm para onde ir.

“Ficou claro que estas pessoas estão desassistidas aqui, por isso agora que o relatório social nos aponta dados mais específicos nós já expedimos ofícios para Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social e Ouvidoria do Município para que eles possam vir aqui e emitir a segunda via dos documentos deles. Infelizmente estas ocupações irregulares se proliferam pela ausência de políticas públicas que sejam eficientes e que garantam moradia para os cidadãos”, comentou o defensor público.

Com informações da Diretoria de Comunicação da DPE