Secretário prometeu, mas professores de Santa isabel continuam sem salários


Diferente do que assegurou ontem ao Radar o secretário municipal de Educação de Santa Isabel do Rio Negro (a 684 quilômetros de Manaus), Élio Fonseca Pereira, os salários dos professores temporários do municípios não foram pagos nesta sexta-feira (6). O secretário fez uma nova previsão de pagamento, agora é na próxima segunda-feira (9).

Insatisfeito com a paralisação feita pelos professores do município e com a matéria publicada pelo Radar, o secretário retrucou ontem, quinta-feira (05), que tinha até o quinto dia útil do mês para pagar os servidores, segundo ele próprio definiu, o quinto dia útil é hoje, sexta-feira (06). Mas o quinto dia útil passou e os professores vão amargar mais um final de semana sem um centavo no bolso, lembrou o presidente da Câmara Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, vereador Regis Góes (PMDB).

Aos ser questionado sobre a contradição do que disse, o secretário sustentou o argumento de que os pagamentos não foram efetuados antes, por problemas no repasse dos recursos destinados. Ele disse ainda, que desconhece qualquer tipo de protesto que a categoria esteja planejando caso os salários não sejam efetuados nesta sexta-feira.

“O pagamento não vai ser hoje, já tínhamos uma previsão para a próxima segunda-feira. Nós já demos a autorização para o pagamento e o dinheiro desses funcionários vai cair na próxima semana, até porque não são de todos, é para uma parte que ainda não recebeu. A Secretaria desconhece qualquer intenção de um novo protesto dos professores”, disse.

O presidente da Câmara Municipal afirmou que nesta sexta-feira, representantes do Sindicato dos Professores do Município de Santa Isabel do Rio Negro (Sinprosirn) estiveram na Casa Legislativa para informar que o pagamento teria que ser efetuado hoje, mas não foi.

“Eles nos disseram que se o pagamento não fosse feito ainda hoje toda a categoria paralisaria na segunda-feira”, disse o vereador Regis Góes, ao ressaltar que espera que a categoria seja devidamente paga para evitar que mais de 860 alunos dos três turnos de aula, assim como os professores serão prejudicados.

De acordo com o vereador, o problema na área da educação não é só o atraso nos salários. “Existem outros problemas como falta de estrutura, falta de combustível para os veículos utilizados pelas escolas, faltam papeis nas secretarias das escolas, falta tudo nas escolas”, disse o presidente da Câmara Municipal.