Uso de apps de bate-papo triplicou em 2013, diz consultoria


bate-papoO uso de aplicativos para smartphones e tablets para enviar mensagens e compartilhar informações com amigos triplicou em 2013, apontou um levantamento da consultoria Flury, que fornece análises para desenvolvedores de apps.

Apps como WhatsApp, WeChat, KakaoTalk, LINE, Facebook Messenger e SnapChat tiveram um incremento no nível de utilização de 203%.

Além daqueles estritamente usados para enviar mensagens, entram na conta os app voltados a compartilhar imagens e os de redes sociais.

Para mensurar o uso, a consultoria considera o número de sessões, ou seja, as vezes que um usuário abre um aplicativo. No dia 31 de dezembro, a empresa registrou 4,7 bilhões de sessões iniciadas. No ano inteiro, o volume de sessões chegou a 1,126 trilhão.

Os apps de bate-papo foram os que tiveram maior crescimento entre as categorias analisadas. Dentre aqueles voltados para elevar a produtividade, como o Evernote e Quip, a utilização cresceu 149%. A média de crescimento no uso foi de 115%.

“Esse tipo de crescimento poderia explicar a alta valoração que o Facebook alegadamente conferiu ao SnapChat ou a corrida do Facebook para adicionar mensagens diretas no Instagram, aplicativo frequentado por adolescentes”, escreveu a consultoria.

A rede social de Mark Zuckerberg ofereceu US$ 3 bilhões para comprar o SnapChat, aplicativo de envio fotos que se deletam automaticamente dentro de um período determinado, que recusou a proposta.

Dado o elevado crescimento, a Flury levanta a questão sobre se esses apps são apenas vistos como uma mera experiência de receber e enviar mensagens ou se já se transformaram em uma plataforma com mais funções.

Como exemplo dessa possível transforma, a consultoria cita o WeChat. Depois de uma parceria comercial com a Xiaomi, a maior fabricante de smartphones da China, 150 mil celulares foram vendidos em apenas dez minutos por meio de uma promoção conduzida por meio do aplicativo.

“2014 será um ano crucial para essas aplicações e irá determinar se elas não só continuarão independentes, altamente frequentadas ou se serão transformadas plataformas móveis e canais de distribuição matadores”, questiona a consultoria.

Fonte: G1