Vereador de Coari diz que aquilo que Adail faz pode ser imoral, mas não é ilegal. E engorda, né mesmo??


Lembram que o Radar divulgou os dois relatórios finais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Coari, instalada para apurar fraudes e superfaturamento em dispensas de licitação ou processos licitatórios na Prefeitura? Recordam que foi pra lá de estranho o fato de que os dois relatórios estavam datados do mesmo dia, com conclusões totalmente opostas, um deles com 144 páginas onde os membros da CPI condenam o prefeito, e outro, com apenas 18 páginas, onde Adail Pinheiro é totalmente inocentando? Pois saibam agora qual foi a explicação dada, em entrevista de rádio, em Coari, pelo presidente da CPI, vereador Prof. Natinho. Segundo ele, o motivo para que os membros da comissão, inclusive ele e o relator, vereador Iran Medeiros, tenham mudado de opinião tão radicalmente teria sido a conclusão de que os atos administrativos do prefeito podem até ser imorais, mas não são ilegais. Deu pra entender, gente? Se deu, então explica pra nós porque não entendemos coisa nenhuma!

De volta pra escola

No relatório culpando o prefeito, entre outras coisas, os vereadores que integram a CPI falam de serviços contratados em que o empresário diz só ter recebido 1/3 do valor, mesmo tendo passado as notas fiscais do valor integral. Declaram que serviços contratados não foram realizados, apontam preços superfaturados e concluem que há “contundentes indícios de fraudes”, tanto que determinam o afastamento do prefeito por 90 dias e abertura de comissão processante, para que o prefeito seja punido desde uma mera advertência até mesmo a perda de mandato. Se isso é considerado somente imoral, então sugerimos que o nobre vereador-professor faça um curso de gestão pública urgentemente.

Marchinha

E, lá pelas bandas de Coari, onde é mais fácil se livrar de uma bala do que da língua de certas figuras do povo, dizem que estão preparando uma marchinha de carnaval com a letra de uma música do Roberto Carlos para um tal de Bloco da CPI: “Que culpa tenho eu, me diga amigo meu. Será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?”

Prof. Melo

Essas mesmas línguas bifurcadas – incrível como sempre acabam acertando no que dizem – enviaram aqui pro nosso Radar a notícia de que o vice-governador José Melo, costumeiramente chamado de Prof. Melo, está demonstrando já ter atingido a pós-graduação e o mestrado em estratagema político.

Rasteira em cobra

Dizem que ele teria descoberto que Adail Pinheiro, capaz de dar rasteira em cobra e nó em pingo de éter, estaria colocando uma vela pra Deus e outra pro Diabo – quem é um, ou outro, vocês escolhem- fazendo juras de amor para Melo, conseguindo o que quer através do Governo do Estado, mas ficaria mesmo é com o senador Eduardo Braga nas próximas eleições. Melo, então, teria confidenciado a interlocutores que já está preparado para o jogo duplo do prefeito e que tem cartas na manga para mantê-lo no cabresto. Essa a gente quer ver de camarote!

Dízimo?

E o prefeito de Maués, Padre Carlos Góes, saiu em defesa do seu secretário de Cultura, o também padre Benedito Teixeira, acusado de cobrar propina de empresário para que este ganhasse contrato de shows pirotécnicos naquele município. Mesmo com as conversas, através de mensagens telefônicas, estando gravadas e tendo sido expostas nas redes sociais, o prefeito-padre decidiu “ botar fé” no seu secretário-padre e processar o empresário. Vai ver que o empresário não entendeu bem que não era propina, era um novo tipo de dízimo, não é mesmo gente?