2020 é um ano para não ser esquecido, mas que bom que acabou!

 

 

Se há algo que sempre ouvi de algumas pessoas quando tiveram um ano ruim é uma frase do tipo: “esse ano é para ser esquecido”. Mas, será que dá pra esquecer 2020? As cenas que vimos e as histórias que vivenciamos jamais poderemos esquecer, já que nos marcaram profundamente e, fico pensando, se não é melhor mesmo lembrar para sempre que existiu um ano de 2020.

Afinal, foi justamente na pandemia que aprendemos que não deveríamos esperar um amigo deixar de existir para sentirmos saudade. Deveríamos estar mais perto de quem gostamos, sorrir mais, abraçar mais, conversar mais, ser feliz mais…

Com o isolamento veio a consciência de que não existe vida sem liberdade – olha que ainda tem uns dementes que idolatram a Ditadura. Mas bastou perdemos a liberdade para sentirmos a importância de ir e vir, de fazer o que quiser, de dizer o que quiser – não só da sacada do prédio -, de cantar qualquer canção, de falar com o vizinho que eu não conheço, de sair dançando pela casa, de fazer tantas coisas que deixamos de fazer por medo do julgamento alheio. Hoje, assim como eu, já tem muita gente que num está nem aí pro que os outros hão de pensar.

Também foi com a pandemia de 2020 que ficou bem claro o quanto a ignorância mata tanto ou mais que um vírus e que é contagiosa. A ignorância que se alastrou pelo país junto com o cororonavírus, fez pessoas menosprezarem a Covid-19 e seu potencial destrutivo, fez muita gente não se prevenir e nem respeitar a vida do outro. Mas foi em 2020 também que sentimos a força da solidariedade, o poder do amor ao próximo e o compromisso em salvar vidas. No Brasil tem muita gente linda e do bem.

Mas, se de 2020 vão ficar ensinamentos resultantes de perdas, tristezas e solidão, nós só queremos é alegria porque o final disso está chegando. E que venha 2021 pra gente colocar em prática o que aprendemos sobre amar, dançar, cantar – até xingar se der vontade! – mas sermos livres e felizes – vacinados de preferência!