70% das vítimas de estupro no AM são crianças e adolescentes 

Cerca de 70% dos casos de estupro praticados no Amazonas têm como alvo dos criminosos as crianças e os adolescentes. É o que aponta os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Segundo o levantamento, dos 463 registros de crimes de estupro de janeiro a julho deste ano, 337 vítimas têm entre 0 e 17 anos. 

Em 2018, 447 crianças e adolescentes foram vítimas de estupro no mesmo período dos 560 casos registrados. Até maio deste ano, 67 pessoas já haviam sido presas pela prática desse tipo de crime.

Só nos últimos dias, o Radar mostrou alguns casos de homens que foram presos pela Polícia na capital e no interior, acusados de estuprar adolescentes menores de idade.

De acordo com a SSP, no mês de julho de 2019, Manaus apresentou queda de 31,6% nas notificações de estupro com 54 casos, o menor registrado para julho desde 2014. Além de atendimento médico imediato, vítimas desse crime devem procurar a polícia e registrar o caso em qualquer um dos 30 Distritos Integrados de Polícia (DIP) da capital ou Delegacias Interativas de Polícia do interior do Estado. 

“Quanto mais tempo demora, menos robustas são as provas, já que muitas vezes é necessário o exame técnico pericial para que se comprove o estupro. Se não muito temerária fica a questão de você poder, apenas com o seu depoimento testemunhal, imputar o crime de estupro a alguém, já que é um caso muito grave. Mas sim, é possível, analisando grosso modo, fazer só com depoimentos testemunhais, quando se passar muito tempo do fato”, explicou o delegado titular do 30º DIP, Torquato Mozer.

As vítimas de estupro do sexo feminino também podem fazer o registro do crime na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro, no conjunto Eldorado, bairro Parque 10 de Dezembro, na zona centro-sul da capital, ou no prédio anexo da especializada, localizado na rua Santa Ana, bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus.

Os exames técnicos periciais são realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que fica na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, zona norte. No local, além de exames, as vítimas recebem atendimento psicossocial.

Com informações da assessoria da PC-AM.