A antropofagia no grupo de Wilson Lima

Eles eram três no período da campanha eleitoral, inseparáveis, uma união que parecia ser indissolúvel. Mas lá veio a vitória nas urnas e tudo mudou. Como diria minha saudosa mãezinha, com quase nenhuma instrução em banco de escola, mas doutorada em sabedoria de vida, “tem vezes que vitórias são derrotas e há derrotas que te levam a vitórias bem maiores”. No caso do então deputado Luiz Castro, do defensor público Carlos Almeida, agora vice-governador, e do à época apresentador de programa “mundo cão” da TV A Crítica, atualmente governador, Wilson Lima, a vitória não só separou os três, como parece ter trazido um sentimento de antropofagia (ação de comer carne humana) que está destroçando a história política e, por que não dizer, pessoal de cada um desses homens.

Mas os três protagonistas das eleições passadas, Luiz Castro, Carlos Almeida e Wilson Lima, não são os únicos atores – agora nem são mais os principais – nessa história de antropofagia onde há personagens em volta deles sedentos por sangue e carne humana. Esses três homens estão cercados por figuras nefastas que passam de governo a governo, “comendo” recursos públicos, engordando suas contas bancárias, fazendo jogos de poder com a vida das pessoas e deixando um rastro de destruição por onde passam.

Luiz Castro, que parecia ser o provável candidato a prefeito do grupo e quase foi senador com mais de meio milhão de votos, foi o primeiro a ser destroçado pela antropofagia do grupo de Wilson Lima. Se afastou do governo que ele ajudou a eleger, com sua história política em frangalhos. Se vai conseguir juntar os cacos, isso só o tempo dirá. Meu faro de repórter não encontrou nada até agora que me mostre que Castro é corrupto. O que achei foram indícios de que Castro não teve peito para acabar com velhos “esquemas” e passar por cima dos “comedores de carne humana”, amigos de Wilson Lima.

Nos últimos dias, os abutres visivelmente circundam a cabeça do vice-governador Carlos Almeida. O grupo antropofágico de Wilson Lima criou uma guerra invisível entre Carlos Almeida e Wilson Lima para que um destrua o outro e os abutres possam ficar com as carcaças dos dois, ou quem sabe primeiro a do vice-governador e de quebra seu pai, procurador do Ministério Público de Contas que teve, na visão deles, segundas intenções de expor um esquema de dispensa de licitação na Seduc para dar um contrato de mais de R$ 40 milhões a um empresário conhecidíssimo de vários governos passados que só agora veio dizer que pagava propina a agentes políticos – se disse os nomes até agora tem gente guardando a sete chaves.

Mas, ninguém pense, muito menos Wilson Lima, que os abutres vão parar em Carlos Almeida não! Eles sempre querem mais desgraça para alimentar a fome de dinheiro público que nunca acaba!