A Covid-19 e a indiferença que me deixa doente

Brasil, terra do samba, do futebol, das belas mulheres, do povo hospitaleiro…e da indiferença. Será que é isso mesmo? Diga que estou vendo errado, meu Deus!

Todos os dias o número de mortos pela Covid-19 cresce no Brasil. Num dia são mais de seiscentas vidas que se foram. No outro, ultrapassa mil pessoas mortas. Atualmente são mais de setenta mil mortos por Covid-19 no Brasil, mas parece que não está acontecendo nada.

A cultura da indiferença se alastrou pelo País, com um homenzinho cruel e ridículo que está no poder. Afinal, o que são setenta mil pessoas, quando o Brasil tem mais de duzentos milhões de habitantes, calculam uns. Morreu mais gente com a gripe espanhola em mil, novecentos e num sei quanto, alegam os indiferentes, fazendo cálculos ainda com os mortos pela violência, pelo sarampo, pela febre amarela, com outras síndromes respiratórias…e num sei mais nem com o quê, pra justificar a indiferença com a pandemia do corornavírus.

“Não morreu ninguém na minha família”, alegram-se uns. “Andei a pandemia toda sem máscara e não peguei nada de virus”, dizem uns e outros, que sabem que são uns bostas insignificantes e têm que aproveitar pelo menos a pandemia pra se sentir fodástico, igualzinho o líder político que eles idolatram.

Esses nem querem saber se estiveram com o vírus, se eram assintomáticos – num sabem nem o que significa essa palavra e nem querem saber -, quantas pessoas infectaram e quantas dessas pessoas podem ter morrido. Não tem a menor importância se essas vidas que se foram eram importantes pra muitas outras pessoas, se eram amadas por quem convivia com elas, se vão fazer falta e suas ausências vai provocar sofrimento. Para o indiferente, isso não importa já que, caso ele se fosse, não faria falta pra ninguém. Sua vida é solitária e mal amada.

E essa indiferença me deixa doente já que perdi tantos amigos, gente que fazia esse mundo tão melhor e cheio de amor ao próximo – me vem à mente agora meu amigo do coração Miquéias Fernandes, advogado brilhante, político íntegro e homem de Deus, na expressão da palavra, evangélico de verdade, não uma farsa como muito desses indiferentes.

E contra toda a indiferença ignorante, intolerante, egoísta e anticristã, vou calejar os dedos, se preciso for, de tanto escrever pra dizer que essas vidas importam e que vamos perturbar essa gentinha indiferente falando delas enquanto estivermos vivos.