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A eterna polêmica do vice

Como o Radar não esconde de seus leitores seus sinais de novidade (e confusão) no ar, contamos o mais novo assunto nos círculos das conversas políticas, seja nos corredores das Casas Legislativas, ou até mesmo na sede do Governo do Estado e da própria Prefeitura de Manaus. O assunto tem sido a eterna polêmica dos vices que colocam os prefeitos em situações bem constrangedoras, e que acabam dando munição para a oposição. O nome que logo surge é o do ex-vice prefeito, hoje vereador, Mário Frota (PSDB) que, vira e mexe,  na época do prefeito Serafim Correa, decidia criticar publicamente a própria administração da qual fazia parte. Quem não se lembra das entrevistas recheadas de críticas ao sistema de transporte coletivo, à educação do município, saúde… Até os viadutos do Serafim, obras consideradas “as meninas dos olhos” do prefeito levaram bordoadas de Frota. E lá ia o prefeito responder publicamente às críticas de seu próprio vice.

E agora, quem o povo está apontando como mais um vice de deixar qualquer prefeito à beira de um ataque de nervos, é Hissa Abrahão (PPS), coincidentemente vereador como Mário Frota. Ele teve que abdicar do cargo já que foi eleito vice de Artur, nas últimas eleições municipais. Já na diplomação, começou a confusão. O vice-prefeito teria se irritado na cerimônia de diplomação dos eleitos no TRE, por falta de assento na Mesa, e ido embora sem dar satisfação ao prefeito Artur Neto. Vereadores presentes à diplomação foram os que contaram a história, o vice prefeito negou o ocorrido. Mas, as situações vexatórias continuariam ocorrendo por conta de nomeações defendidas pelo vice e rechaçadas pelo prefeito e, a última do front, teria sido uma declaração dada pelo vice-prefeito e secretario de Infra-estrutura do município, a um jornal local de que a Prefeitura de Manaus, iria “suspender o contrato do Programa Água para Manaus (Proama) com a Manaus Ambiental”. O vereador de oposição, Waldemir José, do PT, não perdeu tempo de usar a declaração contra a própria Prefeitura.

“Essa obra do Estado só poderia ser integrada ao sistema de abastecimento da cidade, após a formação do Consórcio Público entre o estado e o município. O Hissa anunciou que vai suspender o contrato do Proama com a empresa Manaus Ambiental. Ora, como ele pode suspender um suposto contrato se ainda não houve, sequer, informações de que a concessionária estava fazendo parte do Consórcio?”, questionou o petista, ao afirmar que nem a Câmara Municipal e muito menos a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) estão de posse de quaisquer documentos informando que o Governo do Estado repassou a administração do Proama à Prefeitura ou à empresa Manaus Ambiental. Ele apresentou requerimento, convocando o vice-prefeito a comparecer a Câmara para prestar esclarecimentos sobre suas declarações.

E, pasmem, sabe quem declarou à imprensa (e ainda escreveu em seu blog) que vai ser o primeiro a assinar qualquer requerimento convocando qualquer secretário a comparecer na Câmara quando convocado, para ser sabatinado pelos vereadores? O ex-vice de Serafim e agora líder do partido de Artur Neto no Legislativo, o vereador Mário Frota. Ele vai além ao dizer que, como líder do PSDB, não admite que os vereadores da bancada do prefeito desaprovem os requerimentos convocando secretários. Já pensou na dor de cabeça de um monte de requerimento convocando secretários o tempo todo? E como dizem os analistas políticos de corredor: “Com esses aliados, quem precisa de adversário?”. (Any Margareth)