A exemplo de Pedro Elias, secretária de Saúde se nega a receber servidores que participavam de ato público

Quem achava que a manifestação dos servidores estaduais da Saúde ia dar quatro gatos pingados, como se diz em linguagem popular, “se danou de verde e amarelo”. Segundos organizadores, a participação dos servidores foi além das expectativas.

Mesmo com chuva, cerca de 400 servidores, segundo os líderes do movimento, foram pra rua nesta quarta-feira (15) e fizeram manifestação em frente a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), na Avenida Andre Araújo, no Aleixo.

E os trabalhadores tiveram que ficar na rua mesmo e não puderam passar pelos portões da Susam, cumprindo ordem da recém-empossada secretária de Saúde do Governo de Melo, enfermeira Mercedes Gomes de Oliveira que, na verdade todo mundo sabe que foi “nomeada” mesmo pela primeira-dama e presidente do Fundo (milionário) de Promoção Social (FPS), Edilene Gomes de Oliveira – que coincidência gente, até o sobrenome é igual!

Mesmo assim os manifestantes fizeram bastante barulho aos gritos de Fora Melo, abaixo os salários defasados e pela volta do vale alimentação. A manifestação durou cerca de três horas, sempre de forma ordeira e pacífica,

Mesmo com o pedido dos manifestantes, a secretária enfermeira Mercedes se recusou a receber uma comissão composta de dirigentes sindicais e das associações de servidores das fundações de saúde. Os líderes do movimento resolveram protocolar um manifesto contendo a pauta de reivindicações da categoria e estabelecendo um prazo de 20 dias pra uma resposta por escrito.

Ficou também deliberada a data da próxima manifestação que ocorrerá em frente à sede do governo no dia 05 de abril as 08:00.

Fogo amigo

E quem deveria ser o primeiro nas “trincheiras” de luta pelos direitos dos servidores da Saúde do Estado, parece estar mais preocupado em desqualificar o movimento. Em uma conversa pela redes sociais, repassada ao Radar, olha ai o bate-papo da presidente do SindSaúde, com o presidente do sindicato dos psicólogos e o membro do Conselho Estadual de Saúde, desmobilizando totalmente sua própria categoria. Mas, fica explicado quando se sabe que sindicalistas têm cargo no Governo do “professor”, né mesmo gente? (Any Margareth)