A namoradinha do Brasil fu… com a gente meu povo!

Como diz o poeta Vinicius de Moraes, em seu “Soneto de Separação”: De repente, não mais que de repente/Fez-se de triste o que se fez amante… Deve ter algum amadinho pensando cá com seus botões que euzinha pirei de vez e se perguntando o que tem a ver esse poema que até virou canção com o fato da namoradinha do Brasil – pra quem não lembra é o apelido carinhoso dado a atriz que mais protagonizou “mocinhas” famosas nas novelas, Regina Duarte -, ter ferrado com a gente. Num entendeu? Euzinha explico!

De repente, não mais que de repente, em determinando ponto da história política do Brasil, uma cambada de idiotas, com sérios problemas emocionais, como por exemplo, complexo de inferioridade – o mesmo que dizer que se sentem pior que titica de galinha -, começaram a fazer sucesso nas redes sociais esculachando os outros e humilhando pessoas. Algo do tipo: a vingança dos merdas! A esse tipo de comportamento, eles denominaram e ainda denominam, de acabar com a “chatice do politicamente correto” e “deixar de mimimi”, classificando suas idiotices como “meras brincadeiras”. O maior representante dessa espécie era – e ainda é – o então candidato à presidência da República, Jair Messias Bolsonaro.

As anomalias de caráter passaram a fazer ainda mais sucesso quando chanceladas pela atriz Regina Duarte, no exato momento – será coincidência, meu povo? – em que era reprisado um de seus maiores sucessos como a mocinha perseguida e injustiçada da novela “Vale Tudo”, em que Regina Duarte vive uma vendedora de sanduiches na praia, uma mulher honesta e batalhadora com um grande senso patriótico, que vira empresária por esforço próprio, e que tem como filha a malvada e desonesta Maria de Fátima (Glória Pires).

E a namoradinha do Brasil de “Vale Tudo” se encontrou com Bolsonaro e caiu de amores por ele. Disse que as humilhações que Bolsonaro e sua trupe faziam com homossexuais e riam ao dizer que iam “acabar com o gayzismo” eram apenas “brincadeiras homofóbicas”, que xingar mulher de vagabunda, negro de “boi gordo” e índio de preguiçoso, eram apenas “brincadeiras típicas de humor ultrapassado, coisa de homem dos anos de 1950”. Fazendo aquela sua cara das cenas românticas das novelas, Regina Duarte fez campanha para Bolsonaro.

Mas a mocinha de olhar marejado garantia que, após eleito, Bolsonaro jamais iria transformar suas “brincadeiras” em maldade pura. “É um homem doce”, testemunhou a namoradinha do Brasil. “Mas de repente, não mais que de repente, fez-se triste o que se fez amante”…As “brincadeiras” do “homem doce” transformaram-se em castigos terríveis contra os costumeiros alvos de seus shows bizarros – os velhos que o digam com a reforma da previdência!

No caso do Amazonas, os Bolsonaristas continuam não sabendo dimensionar o tamanho e a crueldade do que eles chamam de mais uma “brincadeira” do Boso, o tal do Plano Dubai. Eles dão tom de gozação aos planos do Governo Federal de esculhambar todos os dias com o único modelo de desenvolvimento que temos, que mantém milhares de famílias da região Norte, modelo elogiado internacionalmente, fábricas sem chaminé, indústria que mantém o equilíbrio ambiental do Brasil – bom lembrar ao sul separatista que mantemos o clima deles também – e do planeta.

E qual a empresa que vai vir investir num Estado e num parque industrial que é alvo das “brincadeiras” – sinônimo de ataques – todos os dias? E a mocinha dessa história e seu par romântico, o velho brincalhão e doce viraram nossos vilões que estão fu… com a gente e querendo nos transformar em porto de lenha no final dessa história!