A pedido da Amazonas Energia, Aneel aprova reajuste da tarifa de energia elétrica no Amazonas

foto: radar amazônico

Sem levar em consideração a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, com lojas e indústrias fechando as portas, além de milhões de brasileiros desempregados, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (27), na 40ª reunião pública ordinária da diretoria, a proposta de Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) da concessionária Amazonas Energia, com um reajuste médio de 5,31%, sendo 7,12% para a indústria anual de 4,47% para os consumidores normais de baixa tensão e de 7,12% para a indústria (alta tensão) e 4,47% para os consumidores normais de baixa tensão.

O aumento na energia dos amazonenses passa a vigorar a partir de 1º de novembro, com validade de um ano e vai atingir cerca de um milhão de unidades consumidoras localizadas no Estado do Amazonas.

A primeira proposta de revisão tarifária pretendida pela Amazonas Energia era ainda maior: reajuste médio de 8,5%, com um reajuste tarifário de 8,9% para a indústria e 8,32% para o consumidor doméstico.

A tarifa de energia do Amazonas já era a terceira mais cara do País antes do reajuste.

Desde que veio à público a solicitação da Amazonas Energia para reajuste tarifário, parlamentares da bancada federal, estadual e municipal, protestaram pelo aumento nas contas de energia elétrica em tempos em que a população está passando dificuldades até mesmo para ter o que comer. Mas não adiantou os protestos e pedidos dos parlamentares para que, pelo menos, o reajuste fosse paticado após a pandemia.