A política do “num tô nem aí” do governo do Estado com o Tribunal de Contas

Se fosse um de nós do chamado Zé povinho que déssemos um “num tô nem ai”, acompanhado de um “passa fora”, no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), estava era lascado – pra não dizer expressão bem pior. Mas, no caso em questão, quem está fazendo isso de forma contumaz é o governo do Amazonas.

Primeiro o TCE recomendou o afastamento da Secretária de Saúde, Simone Papaiz, na sessão do dia 13 de maio, após anunciar ter constatado que houve sobrepreço na compra de respiradores pulmonares na Adega de Vinho FJAP e Cia Ltda, pelo valor de R$ 2,9 milhões. E sabe o que aconteceu? Nadica de nada. Como diria o povão: “entrou por um ouvido e saiu pelo outro”.

Nessa mesma sessão virtual, a Corte de Contas também determinou que o valor identificado como sobrepreço na compra dos equipamentos fosse devolvido aos cofres públicos. E, mais uma vez, o governo de Wilson Lima ficou inerte, como se não tivesse acontecido nada e nem se ouve falar mais nada sobre o assunto.

Já na sessão do dia 20 de maio, houve mais uma decisão do TCE sobre os gastos do governo do Estado durante a pandemia de Coronavírus. Após ser realizada uma inspeção na Secretaria de Estado da Saúde (Susam), do dia 29 de abril ao último dia 13, a conselheira Yara Lins dos Santos relatora das contas da pasta da saúde para o biênio 2020/2021, deu prazo de 15 dias para a Susam responder aos questionamentos feito pela comissão de inspeção.

Resta saber se o governo de Wilson Lima vai cumprir pelo menos desta vez as determinações do TCE, ou vai partir para mais um “num tô nem aí” e, dessa vez, ainda juntar com um “nem te ligo”, sem dar a menor atenção para um dos principais órgãos de controle do Estado.