A relação shakesperiana entre empresários e Prefeitura!

O deputado estadual Marcos Rotta foi buscar lá no dramaturgo William Shakespeare, uma citação para definir a relação entre os empresários do transporte coletivo e a administração municipal, onde eles, de forma incompreensível, sempre são beneficiados, pouco são cobrados e nunca são punidos: “Há mais coisas entre a tarifa de transporte coletivo, os empresários e o Poder Público do que pode compreender minha vã filosofia”, discursou o parlamentar. Realmente é difícil compreender – mas dá pra imaginar o que seja!

E por falar em compreensão…

E nem Einstein, com todo seu entendimento de matemática, conseguiria fazer os cálculos de todos os milhões que deixaram de ser pagos pelos empresários do transporte coletivo, desde 2003, de ICMS e ISS, e quanto ainda estarão isentos de pagar de PIS/PASEP, Cofins, Cide, IPVA e sabe lá mais o quê. E, confrontar com as contas  do prefeito de Manaus e do Governador do Estado – sem contar com os gênios que existem em suas assessorias – para chegarem a conclusão que a redução no preço da passagem poderia ser de R$ 0,25 centavos (voltando a ser no valor de R$ 2,75) já que essa diminuição não passa da diferença dada como reajuste em março. Ou seja, redução mesmo não existe, só estão tirando aquilo que majoraram. Esse é aquele famoso cálculo “dois mais dois, são cinco”, não é mesmo?

Amor maternal

Segundo um colega (dos mais espirituosos) aqui do Radar, a relação entre empresários e Prefeitura de Manaus extrapolou até aquela costumeira relação definida popularmente de “pai para filho”. Ele definiu como de “mãe pra filho”, e ainda arrematou: “E a prefeitura como mãe, educa muito mal, porque as crianças (empresários) podem até fazer todo tipo de maldades com os outros coleguinhas (usuários) que não têm qualquer punição”. Essa nem Freud explica!

Quem tem culpa, tem mêdo

E, ontem, foi lindo de ver aquela multidão a perder de vista em frente a Assembléia Legislativa do Estado (ALE), cantando o Hino Nacional, e desejando entregar um documento com as principais reivindicações dos manifestantes ao presidente da Casa, deputado Josué Neto , ou ao 1 º vice-presidente, deputado Belarmino Lins, ou qualquer um dos oito membros da Mesa Diretora da Casa, mas todo mundo tinha desaparecido. A ordem da presidência, segundo fontes, foi desocupar o prédio o mais cedo possível. Os manifestantes deram “com a cara na porta”, o prédio às escuras e só policiais para esperá-los. Hoje, da tribuna da Casa, e é lógico com a presença de representantes dos manifestantes na platéia, Josué Neto denominou a manifestação de “extremamente democrática”. Já que era tão democrática porque eles sumiram, mesmo, hein? Estavam com mêdo de quê, mesmo?

Simbólico, é?

E também foi dito pelo presidente da ALE, Josué Neto que os manifestantes fizeram um ato simbólico em frente a Assembléia para expresser as principais reivindicações dos jovens. Sinônimos de simbólico: alegórico, figurativo, metafórico…Um ato como aquele, reunindo milhares de pessoa, que andaram quilômetros a pé desde o centro da cidade até em frente a Assembléia, pode ser chamado de simbólico, figurativo ou alegórico, ou coisa do gênero? Palavras nada sábias, presidente!