Acordo prevê que Bi Garcia resolva problema de lixão a céu aberto em Parintins

Após anos de sofrimento da população de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) com problemas de lixões a céu aberto no município, um acordo entre o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e o prefeito Francisco Luiz da Cunha Garcia, o Bi Garcia, prevê que a Prefeitura se comprometa em solucionar a situação. 

Segundo a Corte de Contas, a assinatura do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) está prevista para a próxima terça-feira (21), no Bumbódromo de Parintins, com a presença de diversas autoridades. 

“O problema do lixão em Parintins é histórico e prejudica a sociedade como um todo afetando a economia, o turismo e, principalmente, a qualidade de vida da população. Com o TAG esperamos que o Poder Público tome as medidas adequadas para solucionar o problema”, disse a presidente do TCE-AM, conselheira Yara Lins dos Santos.

Além da assinatura do TAG, Parintins sediará, a partir do dia 29 deste mês, a exposição “Lixo nosso de cada dia: o que você faz com ele” que promove uma reflexão sobre a destinação correta dos resíduos.

Velho problema 

Em julho deste ano, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) ajuizou uma ação de execução de obrigação contra a Prefeitura de Parintins para forçar Bi Garcia a resolver a situação. Na ação, o órgão ministerial pediu que fosse cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (Taca), firmado pelo município com o Governo do Estado no ano de 2013, pelo então prefeito, Carlos Alexandre Ferreira da Silva, o Alexandre da Carbrás. 

Na ação, o MP argumentou que os prazos estabelecidos no acordo foram ignorados pelos administradores do município, “ocasionando danos ao meio ambiente e gerando graves riscos à saúde da população”.

Enquanto os órgãos de controle têm que acionar a Justiça para forçar Bi Garcia a solucionar o velho problema de lixão no município, o prefeito gastou, nada mais e nada menos que, meio milhão de reais para trazer o rebolado da cantora Anitta, na Festa dos Visitantes de 2019

Bens bloqueados 

Também em junho, Bi Garcia e Alexandre da Carbrás foram alvos da Justiça Federal e juntos tiveram cerca de R$ 6,8 milhões em bens bloqueados. O bloqueio atende uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF), por aplicação indevida, bem como ausência de aplicação, de verbas federais destinadas à modernização e ampliação do sistema de abastecimento de água no município.