Adail se entrega à polícia com direito a escolta policial, a não ser fotografado e a ficar em prisão especial

IMG_3094O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de chefiar, há seis anos, uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, se entregou à polícia neste sábado (07), na Delegacia Geral de Polícia, fazendo mais uma de suas demonstrações de poder. Numa estratégia muito bem arquitetada, enquanto a imprensa se concentrava em captar imagens dos outros cinco presos, secretários dele (Adail) e funcionários da Prefeitura de Coari, e em fazer entrevistas com os policiais que cumpriram os mandados de prisão em Coari, Adail era levado por seu advogado, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto Simonetti Neto, por uma entrada pelos fundos da Delegacia Geral, para uma reunião em sala privativa, escoltado por policiais. Diferente do tratamento dados aos outros presos, Adail não estava algemado. Segundo fontes do Radar, Adail saiu pelo mesmo lugar exclusivo que entrou, e os policiais chegaram a fazer uma barreira humana para ele não ser “incomodado pela imprensa”,  tratamento bem diferente do que um dia foi dado até mesmo para outros homens públicos do Estado como o então deputado Wallace Souza, hoje falecido.

O destino de Adail foi à chamada prisão especial, o Batalhão de Cavalaria da Polícia Militar. Destino parecido ele teve em 2009, quando ficou “preso” no Complexo de Policiamento Especial da PM, quando foi descoberto que policiais davam tratamento vip a Adail, indo até entregar pratos especiais para a alimentação para o prefeito, que ainda tinha direito a ar-condicionado, frigobar e banheiro privativo. (Any Margareth)