Adivinha quem está me processando?

Sei que os inteligentes e sagazes leitores do Radar iriam achar facinho, facinho – sic proposital -, descobrir quem são as duas “celebridades” da política local que estão processando euzinha, Any Margareth Soares Affonso, e o Radar Amazônico. Mas, num se aperreie mano, que vou dizer os nomes.

Também já adianto gente, que acho totalmente normal e até uma atitude civilizada, alguém ir pra justiça quando se sente prejudicado ou ofendido, já que a outra opção seria o destempero e a agressividade, atitude semelhante à de um dono de rádio que baba de raiva e esbraveja, soltando xingamentos impublicáveis até mesmo contra a família de seus desafetos – esse num preciso dizer o nome, né mesmo?

Também acho por bem deixar claro que, na minha opinião, ser processada por certo tipo de gente soa como se fosse um elogio, já que significa que você não é da mesma espécie, não compactua com certas coisas e não é da mesma laia.

Mas, tem certos processos que a gente nem acredita que o político teve a desfaçatez – ou seria melhor dizer a cara de pau? – de processar por “calúnia e difamação”. Quer um exemplo? O governador está me processando por causa de uma matéria, feita a partir de informações que me foram repassadas por dois prefeitos, onde eles dizem terem sido pressionados por Wilson Lima a assinar um manifesto em favor de sua reeleição ao governo do Amazonas.

Bom lembrar, que não tenho obrigação de citar na matéria os nomes dos prefeitos, já que a Constituição Federal me faculta o chamado direito do sigilo da fonte. Na matéria, relato que os prefeitos contaram, que foram convocados para a reunião na sede do governo, no ano passado, para tratar da distribuição de vacinas contra Covid-19 e também para a assinatura de convênios com o governo do Estado.

Mas, ao chegarem na reunião, se deparam com mais um tema na pauta da reunião, um manifesto de apoio à reeleição do governador Wilson Lima. E para provar que estavam dizendo a verdade, os prefeitos mandaram uma imagem da pauta, que foi postada junto com a matéria.

Na pauta, logo depois do tema da assinatura de convênios, estava realmente a assinatura de um manifesto em favor da reeleição do governador Wilson Lima (União Brasil). Pergunto a vocês, quer mais pressão do que isso? Será que os prefeitos que se recusassem a assinar o manifesto iam conseguir recursos de convênios com o governo do Estado? Todos nós sabemos a resposta.

E, tão incompreensível quanto alguém classificar a matéria como “calúnia e difamação” uma matéria que tem prova, foi um membro da Justiça do Amazonas mandar tirar a matéria, como se fosse uma fake news, iguais tantas matérias que estão espalhadas em tudo que é site, blog, portal, televisão, com propaganda enganosa do governo do Estado, que ninguém vê necessidade de tirar do ar.

A outra “celebridade” da política baré que está nos processando por calúnia e difamação, não uma, mas duas vezes, é o senador Omar Aziz. Vê se pode alguém chamar de calúnia, o Radar mostrar que é errado, que fere o princípio da impessoalidade na administração pública, um princípio que está determinado na Constituição Federal, empresas privadas colocarem outdoors com clara promoção política do senador, somente porque ele foi o autor da emenda ao Orçamento da União que conseguiu dinheiro para o asfaltamento da AM-010. Bom lembrar que o dinheiro é público e não do senador.

E o outdoor ainda estava assinado: Consórcio AM! Então, já que a palavra calúnia no dicionário, significa “mentira, lorota, invenção”, como é que é calúnia algo que tem até assinatura. Talvez por isso, dessa vez, sua excelência o magistrado que está julgando o caso não mandou tirar a matéria.

O que deveria ser classificado como “calúnia” (enganação), no caso de levarmos em consideração o significado da palavra, é que foram pagos mais de R$ 30 milhões por um asfaltamento na AM-010 que não existiu e, diante de investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre pagamentos com recursos federais para obra não realizada, o consórcio foi desfeito pelo governador Wilson Lima.

E ainda fizeram propaganda na imprensa parceira do governo sobre um asfaltamento que ninguém viu! Fake News oficial que ninguém manda tirar do ar.