Adolescentes eram atrativo para casa de prostituição, na zona Norte de Manaus (ver vídeo)

Foto: Radar Amazônico

Duas adolescentes foram apreendidas e 14 adultos presos durante a ação da Polícia Civil que desarticulou um esquema de prostituição infantil.

As adolescentes eram aliciadas a prestar serviços de prostituição em uma casa, localizada no bairro Colônia Santo Antônio,  na Zona Norte da cidade. Além da gerente do estabelecimento, de 22 anos, mais 10 mulheres  e três homens foram encontrados e presos no local, durante a abordagem. Um homem de 43 anos flagrado no quarto com uma adolescente de 17 anos e recebeu voz de prisão, assim que os policiais chegaram ao local, como informou a titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a delegada Joyce Coelho.

Os detidos foram levados para a Central de Recebimento e Triagem (CRT). Eles vão responder por crime de favorecimento à prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Esquema

A delegada Joyce Coelho explicou que as adolescentes  trabalhavam no local há, pelo menos, um mês. A delegada disse que os donos do estabelecimento usavam as meninas como “carro chefe” dos serviços de prostituição prestados pela casa. “Os clientes indicavam a preferência pelas adolescentes. E, elas tinham privilégios na casa. Elas eram o principal atrativo para a casa”, salientou  a delegada.

Na hora da abordagem apenas duas adolescentes foram apreendidas, mas a delegada não descarta que o local era ponto de aliciamento de outras adolescentes. Os pais não sabiam da atividade das filhas, poque elas diziam estar trabalhando em outros locais. “Nós encaminhamos as adolescentes às famílias. Os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos  passarem muito tempo fora de casa”, alertou. No local foram apreendidos também camisinhas, dinheiro em espécie e máquinas de cartão de crédito.

Lembrando que exploração sexual é crime hediondo, previsto no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), imputável ao próprio agressor, ao aliciador, ao intermediário que se beneficia comercialmente do abuso. Pode se caracterizar por redes de prostituição, tráfico de pessoas, pornografia e turismo sexual.

No artigo nº 228 e 229 do Código Penal a pena para esse tipo de crime vai de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Também é crime manter local em que ocorra exploração sexual infantil.

Polícia Civil desarticula casa de prostituição onde duas adolescentes de 17 anos eram prostituídas

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Posted by Radar Amazônico on Thursday, October 15, 2020