Advogadas da família de Flavio Rodrigues não apontam Alejandro como autor do crime

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As advogadas Geysa Mitz e Náiade Perrone, representantes da família de Flávio Rodrigues, cujo corpo foi encontrado em setembro deste ano, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, se pronunciaram nesta segunda-feira (2), após a conclusão do inquérito policial que investigou o assassinato do engenheiro.

Elas declararam que a família está satisfeita com o trabalho da polícia e que o inquérito foi “feito de forma imparcial”. Elas fizeram entender que, caso houve suspeição sobre o trabalho da polícia, medidas administrativas e judiciais já teriam sido tomadas.

Ao serem questionadas sobre quem seria o principal suspeito do crime, as advogadas foram enfáticas em declarar que a defesa não vê Alejandro como o autor do homicídio.

“Não elegemos o Alejandro como autor do homicídio. Durante todo esse tempo, nós permanecemos em contato com vocês[imprensa] de forma informal, mas não demos entrevistas, não falamos com a imprensa, nos resguardamos, para não atrapalhar as investigações. Não apontamos o Alejandro como culpado de forma alguma, isoladamente, como muitos falam. Mas confiamos e acreditamos no trabalho que foi desempenhado pela polícia”, explicou Geysa Mitz.

Alejandro foi indiciado por omissão, ou seja, por não ter feito nada para evitar o crime, conforme o inquérito policial. Durante as investigações foram levantadas hipóteses que apontavam Alejandro como o autor dos golpes e também mandante do crime, teses essas que foram descartadas pela polícia.

“Essas hipósteses foram descartadas pela polícia, mas de forma técnica. Todas foram apuradas, mas a respeito de como foram descartadas é uma série de fatos e provas dentro do inquérito que levaram a esse descarte”, disse Náiade.

A defesa vai aguardar a conclusão do Procedimento de Investigação Criminal (PIC) instaurado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para decidir os próximos passos.

Perseguição política

“A prisão de Alejandro Valeiko é uma perseguição política por ele ser enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto”. Assim o advogado de defesa de Alejandro, Felix Valois, classificou o fato do seu cliente continuar na prisão, mesmo sem testemunhos ou prova alguma – nem a polícia – apontá-lo como participante do crime do engeneheiro Flavio Rodrigues

“A polícia diz que ele não fez nada e o indicia? Como é que é isso? Eu não encontro outra palavra na Língua Portuguesa para não dizer que é perseguição, no caso política, e o pior: por fato de terceiros, que ele mesmo não é político e o Arthur não é acusado de nada. Se o Alejandro não fosse enteado do prefeito, isso [o caso] não saía sequer na quinta página de um jornal em duas colunas”, declarou em coletiva à imprensa, na última semana.

A defesa está aguardando a quebra do sigilo processual para que as informações sobre o caso se tornem acessíveis ao público e evitem a “fake news” que tem se espalhado, segundo o advogado